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Morre aos 86 anos o cineasta Orlando Senna, referência do audiovisual

Cineasta Orlando Senna, referência do cinema brasileiro, morre aos 86 anos, deixando legado na produção, educação e políticas públicas do audiovisual

Cineasta Orlando Senna - Foto: Evaldo Macedo/Arquivo/Divulgação
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  • Morreu na tarde de terça-feira, dia 9, aos 86 anos, o cineasta Orlando Senna, após piora por broncopneumonia; ele foi intubado na UPA de Copacabana.
  • Senna era cineasta, roteirista, escritor, jornalista e gestor cultural, considerado referência do cinema brasileiro, com obras como Iracema, Uma Transa Amazônica (codirigida com Jorge Bodanzky).
  • Ocupou o cargo de secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contribuindo para a democratização de recursos para o setor.
  • Também foi diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação e participou da implantação da TV Brasil; cofundou a Escola Internacional de Cinema e Televisão em Cuba, ao lado de Fernando Birri e Gabriel García Márquez.
  • A morte provocou comoção entre cineastas e admiradores; recentemente ele recebeu uma homenagem em vida na mostra Orlando Senna / Cinema, Brasil e América Latina, na Caixa Cultural Rio de Janeiro.

O cineasta, roteirista, escritor, jornalista e gestor cultural Orlando Senna morreu na tarde desta terça-feira (9), aos 86 anos. Ele passou mal após um quadro de broncopneumonia que evoluiu para inflamação pulmonar e foi levado a uma UPA em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde foi intubado. Apesar dos esforços médicos, Senna não resistiu.

A notícia foi confirmada por familiares e pessoas próximas. A morte provocou grande comoção entre cineastas, artistas e gestores culturais, que lembram a influência do profissional no cinema brasileiro e latino-americano.

Biografia

Nascido em Lençóis, na Bahia, em 25 de abril de 1940, Senna dirigiu, escreveu e produziu obras que marcaram o cinema nacional, como Iracema, Uma Transa Amazônica, codirigido com Jorge Bodanzky. A produção abordou impactos sociais da ocupação da Amazônia durante a ditadura.

Além de realizar projetos, Senna atuou na formulação de políticas públicas para o audiovisual. Foi secretário de Audiovisual do Ministério da Cultura durante o primeiro mandato de Lula, promovendo democratização de recursos públicos.

Foi diretor-geral da EBC e participou da implantação da TV Brasil, recebendo reconhecimentos de instituições culturais. Também ajudou a fundar a Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, em Cuba, ao lado de Birri e García Márquez.

Homenagem em vida

Nas últimas semanas, Senna recebeu uma homenagem na mostra Orlando Senna / Cinema, Brasil e América Latina, na Caixa Cultural Rio de Janeiro. O evento, entre 21 de abril e 10 de maio, reuniu filmes, debates e encontros com o público.

A curadoria destacou a participação direta do cineasta, que esteve presente nos debates e recebeu várias homenagens antes do falecimento. A mostra contou com a presença de amigos e colegas de profissão, reforçando seu papel de referência na formação de novas gerações.

Legado

Diana Iliescu, uma das curadoras, ressaltou que Senna foi mestre de múltiplos ofícios e incentivador de novas lideranças. Ela destacou a generosidade intelectual do profissional, conhecido por integrar gente de diferentes áreas da cultura.

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