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Presa em SC por se passar por criança de 12 é suspeita de aplicar golpe no PR

Mulher de trinta e sete anos é presa em Joinville por fingir ser menina de doze e aplicar golpe em grupo de oração no Paraná; polícia retoma investigação

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, foi presa após viver por 14 meses com família, fingindo ser menina de 12 anos. Polícia Civil do Paraná retomou investigação de golpe em grupo de oração; ‘Estadão’ tenta localizar defesa
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  • Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, foi presa em Joinville (SC) por se passar por menina de 12 anos e viver por 14 meses como filha adotiva de uma família.
  • Ela é suspeita de aplicar golpes em um grupo católico de oração em Colombo, região metropolitana de Curitiba (PR), e o inquérito foi retomado pela Polícia Civil do Paraná em dezembro de 2022.
  • A relação com o grupo começou em 2021, durante a pandemia, quando a suspeita, que se apresentava como Emily, dizia ter 13 anos e estar em tratamento de leucemia.
  • O golpe incluía uso de vários números de telefone para fingir ser pais e avó de Emily; havia ainda uma história de tragédias familiares e doença grave para justificar vínculos com o grupo.
  • O esquema começou a ruir em novembro de 2021, quando suspeitosas pediram dinheiro via Pix, e uma integrante descobriu que a suposta tia e a adolescente eram a mesma pessoa em videochamadas; a suspeita confessou depois. A polícia aponta que a mulher é reincidente, com antecedentes em vários estados.

Amanda Maria Souza de Oliveira, 37 anos, foi presa em Joinville, Santa Catarina, por se passar por uma menina de 12 anos. Ela é suspeita de aplicar golpes em um grupo de oração em Colombo, região metropolitana de Curitiba, PR. A Polícia Civil do Paraná retomou a investigação, registrada em dezembro de 2022.

A vítima relata que conheceu Amanda durante a pandemia, em 2021, quando a relação começou de forma remota. A suspeita se apresentava como adolescente em tratamento de câncer e chegou a tatuar o nome usado pela suposta menor.

Ao longo de meses, Amanda usou diferentes números de telefone para se passar também pelos pais e pela avó da menina. As mentiras incluíam falas sobre falecimentos, internações e situações familiares, com o objetivo de manter o vínculo com o grupo.

Desdobramentos da investigação

Segundo a notícia-crime, o grupo passou a receber pequenos pedidos de dinheiro, geralmente entre R$ 50 e R$ 100 via Pix. O golpe começou a ruir em novembro de 2021, após suspeitas e checagens com hospitais que não confirmaram a história.

Durante videoconfrontos, uma suposta tia da golpista foi revelada como a própria autora, que se disfarçava para manter a farsa. A vítima que tatuou o nome da suposta filha continuou envolvida emocionalmente por meses.

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