- Duas amigas que faziam fotos na ciclofaixa, momentos antes da morte de um ciclista, são investigadas por homicídio culposo em Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul.
- A vítima, Cleocir Jorge dos Santos, de 54 anos, caiu na via após supostamente colidir com as mulheres e foi atropelada por um carro; o atropelamento não foi registrado.
- Imagens de câmeras mostram as amigas chegando ao local em um carro branco e, em seguida, registrando a cena com o celular; segundo a polícia, elas teriam feito as fotos para as redes sociais.
- As testemunhas devem ser ouvidas no dia 22 de junho; as identidades não foram divulgadas, mas as suspeitas moram em Carazinho.
- A família de Cleocir divulgou nota e criou uma vakinha para custear o velório, buscando arrecadar 8 mil reais.
Duas amigas que estavam tirando fotos em uma ciclofaixa em Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul, são investigadas pela morte de um ciclista ocorrida dia 4 de junho. Cleocir Jorge dos Santos, 54 anos, foi atropelado após suposta colisão com as mulheres; o veículo que o atingiu não foi registrado no momento.
A Polícia Civil aponta que o acidente ocorreu na Avenida Brasil Oeste, no bairro Boqueirão. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que as amigas chegam ao local em um carro branco e registram fotos com o celular. A polícia informou que as fotografias eram feitas para as redes sociais.
Conforme a delegada responsável, as suspeitas devem prestar depoimento no dia 22 de junho. As identidades não foram divulgadas; as investigadas moram em Carazinho. A família de Cleocir já foi orientada sobre o andamento das apurações.
Investigação em andamento
A família de Cleocir Jorge dos Santos manifestou-se pela continuidade da apuração e pela responsabilização conforme a lei. O caso é acompanhado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Passo Fundo.
A defesa da família informou que as ciclovias e ciclofaixas não são locais para caminhadas ou registros fotográficos, destacando a necessidade de respeito às regras de trânsito. O portal informou que a família criou uma vaquinha para custear o velório, com meta de arrecadar 8 mil reais.
A polícia enfatiza que o atropelamento não foi registrado em vídeo ou por testemunhas presentes no momento, o que reforça a necessidade de perícias e depoimentos para esclarecer as circunstâncias. A apuração prossegue para esclarecer responsabilidades.
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