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Apostas na Copa: sinais de alerta para vício em jogos

Durante a Copa, o risco de transtorno do jogo aumenta; sinais de alerta vão desde aumento das apostas até preocupação excessiva

Confira o perigo oculto dos jogos
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  • A Copa do Mundo, que começa em 11 de junho, eleva a atividade das plataformas de apostas esportivas no país e acende alertas sobre saúde mental.
  • Especialistas destacam o risco de Transtorno do Jogo (CID-11: 6C50), reconhecido pela Organização Mundial da Saúde, que pode se intensificar com a cobertura midiática e o marketing agressivo.
  • O cérebro reage à expectativa de recompensa de forma semelhante a outras dependências, mantendo o jogador mesmo diante de perdas financeiras repetidas.
  • Sinais de alerta incluem aumento do dinheiro apostado, preocupação constante com jogos, tentativas frustradas de reduzir apostas, irritabilidade e uso para recuperar prejuízos.
  • A prevenção envolve encarar apostas como entretenimento, estabelecer limites, não usar dinheiro essencial e buscar tratamento precoce, com terapia cognitivo-comportamental e acompanhamento médico quando necessário.

O início da Copa do Mundo acende sinais de alerta sobre saúde mental e apostas no Brasil. O evento tem início previsto para 11 de junho, e plataformas de apostas exibem forte movimento durante a competição.

Especialistas em saúde mental ressaltam o aumento do risco de Transtorno do Jogo, conforme a CID-11, durante grandes torneios. A condição é reconhecida pela OMS e envolve padrões repetitivos que prometem prazer, mas causam danos.

O psiquiatra Ivan Araújo, professor da UNIFACS, explica que a dependência não depende apenas de dinheiro. O cérebro reage a ganhos imprevisíveis, fortalecendo o comportamento viciante durante a espera por recompensas.

As plataformas utilizam recursos da psicologia comportamental, como notificações, bônus e recompensas variáveis. Tais estratégias dificultam o controle do comportamento do jogador, segundo especialistas.

Pessoas com histórico de impulsividade, TDAH, ansiedade ou depressão apresentam maior vulnerabilidade. Mesmo assim, a dependência pode atingir qualquer torcedor, reforça Araújo.

Sinais de alerta incluem aumento progressivo do valor gasto, preocupação constante com jogos, tentativas fracassadas de reduzir apostas e irritabilidade se impedidos de jogar. O diagnóstico costuma ocorrer após dívidas ou conflitos.

A recomendação médica é tratar as apostas como entretenimento, com limites de tempo e dinheiro. Jamais usar recursos essenciais ou recorrer a empréstimos para jogar.

Caso o controle falhe, buscar ajuda médica precocemente é fundamental. A Terapia Cognitivo-Comportamental é indicada; acompanhamento psiquiátrico ajuda no tratamento de doenças associadas.

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