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Juiz mantém preso argentino que sugeriu levar menino negro como escravo

Justiça de Minas Gerais (MG) mantém prisão de argentino por injúria racial contra criança de sete anos em trem turístico; sem vínculos no estado e risco de reiteração

Argentino Eduardo Ignacio Murias teve a prisão preventiva mantida pela Justiça de Minas Gerais após ser acusado de injúria racial contra uma criança.
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  • O juiz Renan Bueno Ribeiro manteve a prisão preventiva do argentino Eduardo Ignacio Murias, de 63 anos, acusado de injúria racial contra uma criança de 7 anos durante viagem de trem turístico entre São João del-Rei e Tiradentes.
  • A decisão considerou a gravidade da conduta, o risco de reiteração criminosa e a ausência de vínculos do investigado em Minas Gerais.
  • O episódio ocorreu em 25 de maio, durante a viagem no trem Maria Fumaça; Murias tinha retorno previsto para a Argentina no dia 30 de maio.
  • O magistrado determinou medidas para apurar denúncias de agressões sofridas pelo investigado dentro da unidade prisional, incluindo exame de corpo de delito e possível transferência de cela.
  • Recursos aguardam julgamento: habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, possível regime domiciliar com monitoramento eletrônico ou transferência; o processo tramita sob segredo de Justiça.

A Justiça de Minas Gerais manteve a prisão preventiva do argentino Eduardo Ignacio Murias, 63 anos, suspeito de injúria racial contra uma criança de 7 anos durante passeio de trem turístico entre São João del-Rei e Tiradentes. A decisão ocorreu após a análise de elementos que indicam gravidade da conduta e ausência de vínculos no estado.

O magistrado Renan Bueno Ribeiro, da vara Criminal da Infância e Juventude de São João del-Rei, rejeitou novo pedido de liberdade. Também determinou medidas para apurar denúncias de agressões físicas sofridas pelo investigado na prisão, conforme informação do jornal O Globo.

O crime ocorreu durante a viagem do trem Maria Fumaça. Passageiros comunicaram à mãe da criança que Murias fotografava o menor sem autorização. Ao checarem o celular dele, familiares encontraram mensagens em espanhol sobre a cor da pele e a possibilidade de “levá-lo como escravo”.

Murias estava no Brasil como turista, com retorno previsto para o dia 30 de maio. A prisão preventiva foi decretada em 25 de maio, após a divulgação das mensagens que motivaram a denúncia por injúria racial.

Ao avaliar o pedido de revogação, o juiz ressaltou a gravidade da conduta, o risco de reiteração e a possibilidade de fuga. Também afirmou que Murias é estrangeiro e não possui vínculos familiares, profissionais ou residência fixa em MG.

O juiz limitou-se a analisar os requisitos da custódia, sem decidir sobre a configuração do crime ou a validade das provas. Também determinou exame de corpo de delito e medidas para preservar a integridade do argentino, incluindo eventual transferência de cela.

Paralelamente, a família da criança busca indenização por danos morais. O menino passou a receber acompanhamento psicológico, segundo o advogado da família. O TJ/MG informou que handling do habeas corpus ocorreu em 30/5/26, com negativa da liminar.

O habeas corpus ainda será analisado, enquanto a defesa, o Ministério Público e o TJ/MG seguem com a tramitação do mérito. A defesa também pleiteia, alternativamente, prisão em regime domiciliar com monitoramento eletrônico.

O processo corre em segredo de Justiça. As informações foram veiculadas pelo portal O Globo.

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