- A Polícia Civil e a Polícia Militar deflagraram a Operação Trinus para prender 56 pessoas ligadas ao tráfico de drogas do Terceiro Comando Puro no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, nesta quarta-feira.
- Até o momento, 15 suspeitos foram presos e três fuzis foram apreendidos, com relatos de tiroteios ao longo da manhã.
- A investigação indica um esquema que une tráfico de drogas a roubos de cargas, lavagem de dinheiro e controle de serviços essenciais nas comunidades.
- Os criminosos, ligados ao TCP, atuavam em ataques a caminhões na Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela, além de manter domínio sobre serviços como venda de gás, água e internet.
- A ação também apura atividades de pornografia infantil, além de uma frente de roubos de celulares com metas de desbloqueio e valores de venda definidos pela organização.
A Polícia Civil e a Polícia Militar deflagraram nesta quarta-feira uma operação no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, com o objetivo de prender 56 pessoas ligadas ao Terceiro Comando Puro (TCP). Moradores relataram tiroteios durante parte da manhã. Até o momento, 15 suspeitos foram presos e três fuzis apreendidos.
A ação, batizada de Operação Trinus, é uma das maiores ofensivas contra o TCP. A investigação da 21ª DP (Bonsucesso) associou tráfico de drogas, roubo de cargas, controle de serviços essenciais e lavagem de dinheiro.
A apuração apontou uma estrutura criminosa com seis frentes de atuação para financiar e expandir o domínio da facção em comunidades da região. Os policiais destacaram a existência de uma frente de roubos de carga e de lavagem de capitais.
Entre os destaques, a investigação identificou ataques sistemáticos a caminhões e cargas que passam pela Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela, vias expressas do Rio de Janeiro. O objetivo seria controlar o fluxo de mercadorias.
Paralelamente, a facção manteria o controle de serviços essenciais dentro das comunidades, como venda de gás, fornecimento de água e acesso à internet, segundo a Polícia Civil. Essas ações sustentariam a organização criminosa.
Os agentes também apuraram uso de baile funk na Vila do João, no Complexo da Maré, para circulação de dinheiro, venda de produtos e fortalecimento da imagem de lideranças, além do escoamento de produtos roubados.
Criminosos com metas definidas teriam roubos de celulares, incluindo receptação. A estrutura operava sob ordens diretas do gerente dos roubos, com armas, motos e regras de arrecadação.
As vítimas eram alcançadas por criminosos armados, que exigiam o desbloqueio de aparelhos. Dispositivos desbloqueados valiam até 2,5 mil reais; bloqueados, entre 300 e 600 reais, segundo apurações.
A cadeia criminosa foi mapeada por meio de encomendas, movimentação financeira e registros de entrega, revelando lideranças, vigilantes, executores de roubos e receptadores de produtos ilícitos.
Outra frente identificada envolve pornografia infantil. Relatos de denúncias apontaram a participação de investigados em grupos digitais que divulgavam e trocavam materiais de abuso sexual infantil.
Dados apontam que arquivos incluem imagens de bebês, crianças e adolescentes, com uso de aplicativos de mensagens para a troca de conteúdo. A Polícia Civil reforça o enfrentamento desses crimes.
“Ação reforça o combate a diferentes atividades ilícitas que sustentam a organização criminosa”, afirmou a autoridade policial. As operações visam enfraquecer a estrutura que sustenta o grupo.
A ofensiva envolve equipes do DGPE, DGPC, DGPB, DGPI e Core, além de policiais do COE, Bope e do Batalhão de Choque. As ações seguem para cumprir mandados e capturar os suspeitos.
Entre na conversa da comunidade