- Ponte metálica de 20 metros, parte do antigo trecho da Ferrovia Oeste de Minas, sumiu em Prados (MG) e foi localizada em Lima Duarte, a 180 km de distância.
- Estrutura, construída na Inglaterra e chegada ao Brasil por volta de 1880, não tem uso ferroviário atual, mas era ponto turístico e atraía ciclistas.
- A Polícia Civil investiga o crime, com relato de obstrução da estrada de acesso com terra e marcas de retroescavadeira usadas para carregar a ponte.
- Localizada em unidade do Ibiti Projeto, em Lima Duarte, a instalação oferece hospedagem de mais de R$ 6 mil a diária; o projeto afirma ter atuado dentro das autorizações legais.
- A Polícia Federal apura a retirada e o transporte da passarela para outra cidade; a prefeitura de Prados registrou boletim de ocorrência e acompanha a investigação.
Uma ponte metálica histórica, desativada, desapareceu em Prados (MG) e foi localizada a 180 km de distância, em Lima Duarte. A estrutura tem 20 metros de comprimento por cinco de largura e não serve mais à ferrovia, mas era usada por ciclistas e é considerada ponto turístico.
A prefeitura de Prados acionou a Polícia Civil após receber relato de um morador sobre o sumiço. Os investigadores encontraram indícios de uso de retroescavadeira e de máquinas pesadas para transportar a ponte, e bloquearam parte da estrada de acesso ao local.
Localização e apuração
A estrutura foi localizada em uma unidade do Ibiti Projeto, em Lima Duarte, que oferece hospedagem de alto valor, próxima ao Parque Estadual do Ibitipoca. O Ibiti Projeto informou que a ponte foi adquirida legalmente de um comerciante de antiguidades, com nota fiscal, e que a operação teve autorizações.
O delegado Rafael Emídio informou que já foram ouvidos depoimentos e que a ponte será reintegrada ao local de origem. A Polícia Federal deve abrir inquérito para apurar a retirada e o transporte da passarela.
Desdobramentos
Thiago de Castro Narciso, secretário de Cultura e Turismo de Prados, confirmou a data histórica da peça: construída na Inglaterra e trazida ao Brasil por volta de 1880. O material será encaminhado para as autoridades competentes para avaliação e eventual retorno ao local de origem.
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