- Quinze crimes ligados a invasões, extorsões, expulsões de moradores e intimidações armadas foram alvo de 14 mandados de prisão preventiva durante a Operação Terra Nova, em Planaltina, no Distrito Federal.
- A ação contou com a participação de 120 policiais civis, com apoio de unidades especiais, e também cumpriu 18 mandados de busca e apreensão.
- Um dos detidos já estava preso por outra investigação da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) e é acusado de expulsar um morador com grave ameaça, chegando a disparos de arma de fogo.
- Outro investigado permanece preso preventivamente por homicídio relacionado a disputas pelo domínio territorial no assentamento Terra Nova.
- A operação alcançou imóveis ligados à associação do assentamento, apontando influência do grupo por meio de ameaças e violência na região.
Três meses de investigação levaram à identificação de uma organização criminosa atuando no Assentamento Terra Nova, em Planaltina. A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu 14 mandados de prisão preventiva na manhã desta quarta-feira (10). A ação reuniu diversas unidades da corporação.
Segundo apurações, o grupo extorquia moradores, promovia invasões de imóveis, expulsões de ocupantes e exercia controle territorial por meio de intimidações armadas. A operação também envolve imóveis ligados à associação do assentamento.
Entre os alvos, havia indivíduos já presos por outras investigações. Um deles responde por expulsar um morador sob grave ameaça, com disparos para intimidar e forçar a desocupação.
Outro investigado já estava detido preventivamente por homicídio ocorrido no assentamento, ligado a disputas pela domínio da área. As informações preliminares apontam vínculos com a atuação da organização criminosa.
Operação Terra Nova
A PCDF, por meio da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), coordenou a ação com apoio do DPC, DOE, DOA e unidades especializadas. Ao todo, 120 policiais participaram da operação.
Foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão. As medidas atingiram imóveis associados à associação do assentamento e endereços de pessoas investigadas por cooptação ao grupo.
A Polícia Civil afirma que a quadrilha impôs domínio territorial por meio de violência e ameaças a moradores da região. A operação é considerada marco no enfrentamento ao crime organizado no Distrito Federal.
As investigações ainda apontam para a presença de integrantes atuando de forma ultraviolenta, com atuação reconhecida pela nova legislação contra facções criminosas. A apuração continua para esclarecer responsabilidades.
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