- O verde e o amarelo voltam a colorir as ruas de Brasília com a Copa do Mundo, iniciando na Quadra 22, no Gama.
- Moradores resgatam a tradição de decorar vias com pinturas temáticas, iniciadas em maio, durante a madrugada para evitar o movimento de carros.
- Amanda Walina, moradora da Quadra 22, relembra a participação desde a infância e a importância da tradição para a comunidade.
- Adriely Rodrigues destaca o concurso de melhor decoração do Gama, com o vencedor conhecido em 12 de junho; a casa também exibe bandeiras confeccionadas pelos moradores.
- Em Estrutural, a mobilização também envolve a família, com expectativa de aproximação entre vizinhos durante o Mundial e a paixão pelo futebol.
Com a Copa do Mundo prestes a começar, cores verde e amarelo tomam as ruas de Brasília. A cidade celebra a volta da tradição de decorar vias para o Mundial, que havia perdido força durante a pandemia. Moradores do Gama já iniciaram a preparação.
No coração da Quadra 22, a comunidade se reuniu para colorir o asfalto com a bandeira do Brasil. O planejamento teve início em 5 de maio, data marcada pelo aniversário da mãe de uma moradora. O objetivo é resgatar a memória de gerações que viviam essas decorações.
Entre as atividades, equipes pintam símbolos da seleção, incluindo camisa, bola e bandeira. O concurso local para a melhor decoração do Gama terá seu vencedor divulgado no dia 12 de junho. O clima quente é amenizado pela empolgação das madrugadas de trabalho.
A decoração vai além do asfalto: na casa de Adriely Rodrigues, uma bandeira artesanal ganha destaque no muro. A cada Copa, a comunidade produz novas peças que permanecem como memória cultural. O esforço envolve crianças e adultos e fortalece laços comunitários.
Adriely destaca que o objetivo é manter a tradição viva e ampliar a participação. A cada madrugada, mais elementos ganham cor na via, reforçando o espírito de união. O incentivo do concurso motiva os moradores a inovar a cada edição.
Matilde Teixeira, moradora da Quadra 22 há 56 dos seus 80 anos, relembra a participação de todos. Nas palavras dela, os vizinhos viraram uma grande família, com crianças brincando na rua e ajudando na decoração. A experiência é vista como parte da identidade local.
Mais ao sul do DF, na Estrutural, a Copa também mobiliza famílias. Gleici Kelly Nascimento, mãe de Matheus e Davi, aponta que o Mundial pode aproximar pessoas e promover encontros. Ela ressalta a importância de aproveitar o clima de festa para além do futebol.
Na casa de Gleici, o vínculo com o esporte é demonstrado pela prática dos filhos desde pequenos, com escolinhas e sonhos de se tornarem jogadores. A expectativa é de que a celebração tridimensional da Copa estimule momentos de convivência no bairro.
Em síntese, a preparação para a Copa do Mundo no Distrito Federal envolve decoração de ruas, concursos locais e reforço de vínculos comunitários. A mobilização acontece de forma coordenada, com foco na tradição e no orgulho nacional.
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