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Explosão no Jaguaré completa um mês; ruas vazias e entulho persistem

Um mês após a explosão no Jaguaré, ruas seguem interditadas com entulho e moradores aguardam moradia, indenizações e reparos

Vista aérea mostra área da explosão no Jaguaré, que causou destruição de imóveis e deixou duas pessoas mortas - Zanone Fraissat / Folhapress
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  • Um mês após a explosão no Jaguaré, em São Paulo, duas pessoas morreram e parte da comunidade Nossa Senhora das Virtudes II permanece interditada, com tapumes e entulho nas ruas.
  • Comércio da região teve queda de até oitenta por cento; mais de vinte casas seguem interditadas e moradores aguardam definições sobre demolição, reparos e indenizações.
  • A Sabesp informou que 804 pessoas receberam auxílio emergencial de R$ 5.000,00, totalizando cerca de R$ 4,5 milhões, e que mais de cento e oitenta profissionais atuam no atendimento às famílias.
  • As investigações estão em duas frentes: a criminal, conduzida pelo 93º Distrito Policial (Jaguaré), e um segundo inquérito do Ministério Público para avaliar se os protocolos de segurança da Sabesp na obra são suficientes para evitar acidentes semelhantes.
  • Moradores relatam promessas não cumpridas, insegurança em imóveis com rachaduras e interrupção de planos, como decorar as ruas para a Copa do Mundo; liderança comunitária aponta atrasos e falhas na reparação.

O jaguaré, zona oeste de São Paulo, completa um mês desde a explosão que matou duas pessoas e devastou parte da comunidade Nossa Senhora das Virtudes II. Moradores seguem convivendo com impactos da tragédia: imóveis interditados, ruas desertas e queda expressiva no movimento comercial.

Casas continuam cercadas por tapumes; entulho permanece onde ficou após o acidente. Em ruas da região, comerciantes relatam redução de até 80% no fluxo de clientes, perto de áreas com moradores removidos ou com estruturas ameaçadoras. A reconstrução ainda não tem definição de demolição.

A explosão ocorreu durante obra de saneamento e rede de gás. O sinistro matou o segurança de 49 anos e o pintor autônomo de 57. Dezenas de imóveis foram atingidos, provocando o deslocamento de famílias inteiras.

Moradores aguardam decisões sobre reparos, indenizações e o destino das residências interditadas. A liderança comunitária aponta que promessas feitas não foram integralmente cumpridas e que parte das famílias ainda espera laudos e soluções de moradia.

Alguns imóveis já receberam reparos, mas rachaduras voltam a aparecer e partes de estruturas continuam com infiltração. Moradores também questionam a qualidade de serviços de reparo executados nas fachadas e telhados.

Comerciantes relatam perda de clientela e dificuldades de manter negócios com grande parte da rua sem movimento. Uma pizzaria ficou quinze dias fechada e há relatos de dificuldade para arcar com aluguel, água e luz caso o cenário persista.

A Sabesp informa operação permanente de apoio às famílias atingidas. Segundo a empresa, mais de 800 pessoas receberam auxílio emergencial de 5 mil reais, totalizando cerca de 4,5 milhões de reais. Equipes técnicas seguem monitorando a área.

Segundo a Sabesp, 44 famílias já tiveram soluções habitacionais encaminhadas, incluindo apartamentos da CDHU, indenizações, cartas de crédito e aluguel temporário. A maioria já definiu qual rumo seguir; poucos casos ainda avaliam opções.

A Defesa Civil realizou a classificação de imóveis reparáveis e apenas duas casas solicitaram nova avaliação técnica. A Sabesp afirma que a maior parte dos processos está encaminhada e assegura que os casos pendentes envolvem avaliações adicionais.

A Comgás informa que mantém diálogo com a comunidade e colabora com as autoridades para atender às demandas. A empresa também ressalta que oferece suporte social individualizado aos atingidos.

As investigações estão em dois frentes: criminal, conduzida pelo 93º Distrito Policial, e um segundo inquérito pelo Ministério Público. Este último apura se os protocolos de segurança em obras subterrâneas são suficientes para evitar novos incidentes.

A Secretaria de Segurança Pública informou que os laudos periciais estão em elaboração e serão analisados pela autoridade policial ao final. A Sabesp diz ter revisado procedimentos e reforçado a fiscalização.

Moradores relatam sensação de incerteza pouco antes de completar um mês da tragédia. Planos para eventos comunitários ligados à Copa do Mundo foram suspensos diante do cenário atual.

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