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Jammers usados em celulares roubados: como funcionam

Polícia encontra, na capital paulista, apartamento que funcionava como central de receptação de celulares roubados; quatro jammers bloqueiam sinais e chegaram a afetar a rede do prédio

Imóvel armazenava 182 celulares e 42 alianças supostamente provenientes de roubos e furtos
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  • A Polícia Civil de São Paulo descobriu, na capital, um apartamento usado como central de receptação de celulares roubados, durante a Operação Contrafeixe.
  • No local, foram apreendidos 182 celulares, 42 alianças e quatro bloqueadores de sinal, os chamados jammers, usados para dificultar o rastreamento.
  • Os jammers emitem interferência que afeta celular, Wi‑Fi, Bluetooth e GPS, chegando a interromper a conexão de internet de todo o prédio.
  • O uso de bloqueadores é proibido pela Anatel; operar sem autorização configura atividade clandestina de telecomunicações e crime com pena de dois a quatro anos.
  • A investigação busca ampliar o mapeamento da rede de receptação e identificar mais envolvidos; os aparelhos passam por triagem para dificultar localização pelas autoridades.

A Polícia Civil de São Paulo cumpriu 19 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira, 10, na capital. A ação, batizada Operação Contrafeixe, visou desmantelar uma rede de receptação de celulares roubados. No imóvel visado, os agentes localizaram uma espécie de central de receptação.

O local armazenava 182 celulares e 42 alianças supostamente provenientes de roubos e furtos. Quatro bloqueadores de sinal, conhecidos como jammers, foram apreendidos. Equipamentos tentavam dificultar o rastreamento e a localização dos aparelhos.

O uso dos jammers, que atuam interrompendo sinais de celular, Wi-Fi, Bluetooth e GPS, é ilegal no Brasil. A Anatel classifica a prática como atividade clandestina de telecomunicações, sujeita a pena de dois a quatro anos de detenção.

Operação e desdobramentos

De acordo com o Deic, o imóvel funcionava como centro logístico para receber, catalogar e comercializar aparelhos roubados, ligados a criminosos que atuam na capital. A apuração aponta que os itens eram triados, etiquetados e armazenados para dificultar a localização.

A investigação envolveu o cumprimento de 19 mandados contra suspeitos de integrar uma rede de receptação. Parte dos aparelhos era encaminhada para venda, em operação que também envolve o chamado quebra-vidro, prática de subtração em veículos.

Os investigadores destacam que a estratégia busca enfraquecer a cadeia econômica que sustenta roubos e furtos de celulares na cidade. Diligências devem seguir para identificar outros envolvidos e ampliar o mapeamento da rede de receptação.

Quem responder pelos crimes pode ser investigado por associação criminosa, roubo, furto, receptação e furto mediante fraude eletrônica. As apurações continuam em andamento.

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