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Polícia desarticula grupo de fraudes bancárias liderado por hacker no RS

Operação Haridade prende seis integrantes e bloqueia R$ 8 milhões em contas ligadas a grupo de fraudes bancárias liderado por hacker de 26 anos, atuando há três anos

Polícia Civil/Divulgação / Porto Alegre 24 horas
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  • A Polícia Civil deflagrou, na manhã de quinta-feira, a Operação Haridade, em Vacaria, alvo de um grupo suspeito de estelionato, fraudes bancárias e outros crimes eletrônicos.
  • O esquema, que já durava pelo menos três anos, seria liderado por um hacker de 26 anos; ao todo, sete pessoas são apontadas como integrantes.
  • seis suspeitos foram presos preventivamente; um alvo não foi localizado e houve a apreensão de um veículo.
  • a Justiça bloqueou quase r$ 8 milhões em contas vinculadas aos investigados, valor correspondente à movimentação financeira atribuída ao grupo nos últimos dois anos.
  • os golpes usavam dados de cartões e contas bancárias obtidos ilegalmente, com recursos desviados usados para boletos, compras de alto valor e hospedagens em hotéis de luxo; familiares do líder também participavam do esquema, segundo a polícia.

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira, 11, a Operação Haridade. A ação mira uma organização criminosa envolvida em estelionato, furto qualificado, fraudes bancárias e crimes eletrônicos em Vacaria, na Serra Gaúcha. O esquema, segundo as investigações, operava há pelo menos três anos e teria liderança de um hacker de 26 anos. Ao todo, sete suspeitos são apontados como integrantes.

Durante a operação, seis suspeitos foram presos preventivamente. Um dos alvos não foi localizado e houve a apreensão de um veículo. A Justiça autorizou o bloqueio de 8 milhões de reais em contas vinculadas aos investigados, correspondente à movimentação financeira atribuída ao grupo nos últimos dois anos.

As apurações evidenciam que o grupo utilizava dados bancários e informações de cartões de crédito obtidos de forma ilegal para realizar fraudes. Os valores desviados eram usados para quitar boletos, adquirir itens de alto valor e custear hospedagens em hotéis de luxo e viagens, que, após, eram revendidos.

Os investigadores apontam que familiares do líder também atuavam no esquema, gerenciando contas bancárias, movimentando valores e oferecendo apoio logístico. A base do grupo estaria em Vacaria, mas os golpes teriam alcançado vítimas em diversas regiões do país.

Desdobramentos da operação

A ação mobilizou cerca de 60 agentes das polícias Civil e Militar, com ações em diferentes bairros da cidade. O objetivo é cumprir mandados, esclarecer o funcionamento do esquema e identificar eventuais conexões com outras fraudes. A investigação segue para mapear toda a rede e localizar os suspeitos remanescentes.

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