- A advogada Florence Rosa deixou a defesa de Monique Medeiros, discordando da nova estratégia após a entrada de um novo profissional na equipe.
- Ela disse ter recebido ameaças nas redes sociais, incluindo mensagens direcionadas à família e ao filho, desde o fim do julgamento de Henry Borel.
- Por questões de segurança, Florence deixou temporariamente o estado do Rio de Janeiro.
- Monique Medeiros foi denunciada por homicídio doloso, mas o Tribunal do Júri concluiu homicídio culposo; posteriormente houve perdão judicial concedido pela juiz, e a Promotoria recorreu.
- A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil não respondeu; houve registro de ataques a advogada e de identificação de possíveis autores entre os mensagens.
A advogada Florence Rosa informou nesta quinta-feira (11) que deixou a defesa de Monique Medeiros. A decisão ocorreu por discordar da nova estratégia adotada pela equipe após a entrada de um novo profissional. Ela também indicou que tem recebido ameaças nas redes sociais desde o fim do julgamento do caso Henry Borel, no dia 4.
Segundo Florence, os ataques vieram contra ela, seus familiares e seu filho, o que motivou a saída temporária do estado do Rio de Janeiro por questões de segurança. A defesa informou que não houve orientação oficial da seccional da OAB sobre o caso até o fechamento deste relato.
Monique Medeiros chegou a ser denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por homicídio doloso no caso da morte de Henry Borel. O Tribunal do Júri decidiu, no entanto, pela qualificadora de homicídio culposo, cabendo a juíza Elizabeth Machado Louro conduzir o julgamento, uma vez que jurados não julgam crimes dolosos.
Ao final do processo, a magistrada concedeu o perdão judicial a Monique Medeiros, instrumento previsto pela lei em casos em que as consequências da infração atingem o próprio agente de forma grave. A defesa de Monique afirmou que ela desconhecia as agressões sofridas pelo filho no mês que antecedeu a morte.
Florença Rosa foi a responsável pela defesa de Monique no julgamento, o que trouxe críticas às redes sociais. Alguns comentários recebidos pela advogada associaram responsabilidade pela obrigação de defender a ré a uma sensação de culpa, enquanto outros destacaram a violência contra a família. Um advogado teria identificado o autor de algumas mensagens.
Henry Borel morreu em março de 2021, aos 4 anos, após sofrer 23 lesões dentro do apartamento em que morava com Monique e Jairinho, então padrasto da criança. Jairinho foi condenado a mais de 49 anos de prisão por homicídio doloso, tortura e coação no processo.
A Promotoria recorreu da decisão que concedeu o perdão judicial a Monique Medeiros. Enquanto isso, a defesa informou que Monique desconhecia as agressões que Henry teria sofrido no mês que antecedeu a morte. A reportagem não obteve resposta imediata da seccional da OAB sobre o assunto.
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