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James Turrell: onde ver as obras mais importantes que transformam luz em arte

Turrell transforma luz em experiência imersiva; Skyspaces e Roden Crater redefinem a percepção, ampliando atuação em 29 países e projetos ambiciosos

James Turrell: onde ver as obras mais importantes do artista que transforma luz em arte — Foto: Reprodução/ARoS
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  • James Turrell trabalha a partir de luz, arquitetura e percepção, sem objeções ou imagens, colocando o céu e a experiência do espectador no centro da obra.
  • Em 2013, o artista teve três retrospectivas simultâneas em museus de grande escala e chegou a atrair o maior público daquele ano; commissions privadas podem chegar a US$ 2 milhões.
  • A produção de Turrell abrange Skyspaces, Projection Pieces, Ganzfelds, Wedgeworks, Perceptual Cells e o Roden Crater, projeto de vulcão extinto no Arizona, com obra publicada em 29 países.
  • Entre as obras em exposição:
  • As Seen Below – The Dome, no ARoS (Dinamarca), com abertura em 19 de junho de 2026;
  • Chichu Art Museum (Japão) abriga Afrum – Pale Blue, Ganzfeld Open Field e Open Sky;
  • Within Without, na National Gallery of Australia, é a peça mais visitada;
  • Skyspace na Villa Panza (Itália) foi o primeiro da série;
  • Meeting, no MoMA PS1 (Nova York), e Aten Reign, no Guggenheim (Nova York), são exemplos marcantes da produção.
  • James Turrell Museum, em Colomé (Argentina), é o único museu dedicado exclusivamente à obra do artista, com nove salas de luz e o maior Skyspace do mundo, inaugurado em dois mil e nove.

James Turrell transforma luz em arte há décadas, evitando objetos ou imagens tradicionais. O artista americano, hoje com mais de 80 anos, trabalha com luz, arquitetura e percepção, desafiando a visão do público e criando experiências imersivas. Sua base é Flagstaff, no Arizona.

A obra dele já ocupou espaços inusitados como vulcões, mosteiros e vinícolas. Turrell recebeu retrospectivas simultâneas em museus de alto porte em 2013, consolidando a influência no campo da percepção visual e da imersão artística. Artistas contemporâneos ligados ao tema o citam como referência.

Principais características de sua produção

Turrell subdivide sua produção em linhas distintas, entre Skyspaces, Ganzfelds, Projection Pieces e Perceptual Cells. Cada projeto explora modos diferentes de enxergar o céu, a luz e o espaço, muitas vezes sem objetos físicos.

Skyspaces são câmaras com aberturas no teto que enquadram o céu. Projeções criam formas luminosas sem suporte material. Ganzfelds promovem imersão total em cores, enquanto Perceptual Cells permitem entrada individual para experimentar a transformação perceptiva.

Onde ver as instalações mais relevantes

As Seen Below – The Dome, ARoS Aarhus, Dinamarca

A maior Skyspace pública construída, com cúpula de 16 m de altura e 40 m de diâmetro. A entrada fica em corredor subterrâneo iluminado; a obra abre no solstício de verão, 19 de junho de 2026.

Roden Crater, Arizona, EUA

Vulcão extinto transformado em observatório a céu aberto. O projeto envolve 27 espaços escavados, mas permanece com acesso restrito e data de abertura não anunciada. Localiza-se no Painted Desert, próximo a Flagstaff.

Chichu Art Museum, Naoshima, Japão

Ilha no Mar Interior de Seto abriga três obras permanentes: Afrum – Pale Blue, Ganzfeld Open Field e Open Sky. Construção de Tadao Ando; a iluminação natural é central para a experiência.

Within Without, National Gallery of Australia, Canberra

Câmara dentro de uma estupa recebe o céu por meio de uma cúpula aberta. O Moonstone no piso intensifica a percepção nos horários de amanhecer e anoitecer, atraindo grande público.

Skyspace, Villa Panza, Varese, Itália

Primeiro Skyspace do artista, com abertura para o céu na arquitetura da villa de Giuseppe Panza di Biumo. O conceito pioneiro embasou a série que hoje soma mais de 100 obras.

Meeting, MoMA PS1, Nova York, EUA

Segundo Skyspace construído e primeiro nos Estados Unidos. Exposição entre 1980 e 1986; integra a coleção do MoMA desde 2016 após restauração e atualização de iluminação.

Aten Reign, Guggenheim Museum, Nova York, EUA

Instalação luminosa suspensa sob a claraboia do museu, com anéis elípticos de LED. Não está em exibição permanente, mas tornou-se referência da interação entre luz natural e tecnologia óptica.

James Turrell Museum, Colomé, Argentina

Museu dedicado exclusivamente à obra, dentro da vinícola Bodega Colomé. Possui nove salas de luz, incluindo o maior Skyspace do mundo, cenário de altitude elevada e luz andina.

Observação final

As obras de Turrell cruzam fronteiras entre arte, ciência e arquitetura. A curadoria e o acesso variam conforme o espaço, com horários e condições específicas para cada instalação, reforçando o caráter único de cada experiência.

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