- O tenente-coronel Marcelo Alves, da Polícia Militar do Distrito Federal, foi transferido para a reserva remunerada em 10 de junho, após ser condenado em 2024 por lesão corporal, dano qualificado e denunciação caluniosa.
- Com a mudança, ele deixa a atividade operacional, mas continua recebendo proventos do Estado; a remuneração atual é de cerca de R$ 32,8 mil.
- O episódio ocorreu em Vicente Pires, em 12 de março de 2023, quando o oficial perseguiu um motoboy após uma discussão de trânsito e houve troca de agressões em via pública; imagens registraram o momento.
- A sentença determinou 1 ano e 20 dias de detenção em regime aberto, além de indenização de R$ 5 mil ao entregador; a Justiça rejeitou a alegação de legítima defesa.
- O policial também foi citado em uma investigação por ameaça, encaminhada ao Juizado Especial Criminal de Taguatinga; a PMDF não se manifestou até a publicação.
O tenente-coronel Marcelo Alves, da Polícia Militar do Distrito Federal, foi transferido para a reserva remunerada na quinta-feira (10/6), conforme portaria publicada no Diário Oficial do Distrito Federal. O processo envolve uma agressão a um motoboy durante uma discussão de trânsito em Vicente Pires, em 12 de março de 2023.
Em 2024, o oficial foi condenado por lesão corporal, dano qualificado e denunciação caluniosa. A decisão aponta que o militar perseguiu o entregador, trocou agressões com ele em via pública e quebrou o capacete da vítima. A sentença também determinou o pagamento de indenização de R$ 5 mil ao motoboy.
Com a transferência, Marcelo deixa a função operacional, mas continua recebendo proventos do Estado. Segundo o Portal da Transparência, a remuneração atual do oficial é de cerca de R$ 32,8 mil.
A PMDF foi contatada para comentar o caso, mas não houve retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais. A defesa do acusado também não comentou a decisão.
Detalhes do episódio
As imagens registram o momento em que o policial persegue o motoboy após a discussão no trânsito. Em seguida, ocorre troca de socos na via pública, com o motoboy conseguindo imobilizar o militar.
Durante a confusão, há registro de uma mulher que chega a pedir para que o policial pare. Em meio ao conflito, o oficial é visto levantando a camisa e fazendo menção de sacar uma arma, e o capacete da vítima é quebrado.
Relatos de testemunhas indicam que a briga teria começado após desavença no trânsito. O policial chegou a subir no bagageiro da moto, danificando o equipamento, antes de se afastar.
Condenação e efeito processual
A Justiça determinou que Marcelo Alves cumpra 1 ano e 20 dias de detenção em regime aberto, além de outras sanções. A defesa havia alegado legítima defesa, mas a magistrada rejeitou a tese, afirmando que a agressão foi desproporcional.
Além da condenação, o policial foi citado em uma investigação por ameaça encaminhada ao Juizado Especial Criminal de Taguatinga. Não há informações publicadas sobre desdobramentos adicionais.
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