- Senado realizou, nesta sexta-feira, sessão especial em homenagem ao Dia Nacional do Quadrilheiro Junino, celebrado em 27 de junho, com homenagens e reivindicações.
- Representantes do movimento junino do Distrito Federal cobraram financiamento permanente e políticas públicas estruturadas para preservar as quadrilhas juninas.
- A sessão foi proposta pelo senador Izalci Lucas, que defendeu orçamento público estável para manter a cultura das quadrilhas.
- Líderes do DF destacaram que o apoio público chega tarde e que grupos recorrem a rifas e galinhadas para se manter; pedem amparo desde o início do processo.
- A Federação de Quadrilhas Juninas do DF e Entorno (Fequaju-DFE) e a Liga Independente de Quadrilhas Juninas do DF (Linq-DFE) reiteraram que a cultura envolve diversas categorias e que o suporte público ainda é insuficiente, cobrando políticas públicas estruturadas.
A sessão especial do Senado, realizada nesta sexta-feira, 12 de junho, reuniu senadores, representantes de quadrilhas juninas e órgãos públicos para homenagear o Dia Nacional do Quadrilheiro Junino, celebrado em 27 de junho. O objetivo foi reconhecer a importância da tradição e discutir políticas públicas de suporte à prática.
Durante o encontro, representantes do movimento junino do Distrito Federal cobraram financiamento permanente e políticas estruturadas. A interlocutores destacaram que, sem apoio estável, a manutenção da tradição fica fragilizada.
A sessão foi proposta pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), que defendeu recursos contínuos no orçamento federal, estadual e municipal para preservar as quadrilhas juninas. A ideia é evitar descontinuidade e assegurar a continuidade da prática cultural.
Reivindicações também foram apresentadas por Robson Vilela, presidente da Fequaju-DFE, que afirmou que a preparação de quadrilhas começa em janeiro e o suporte público chega tarde no DF, levando grupos a buscar rifas e galinhadas para manter atividades. O pedido é de amparo desde o início do processo.
Tiago Viana, vice-presidente da Linq-DFE, ressaltou que as dificuldades enfrentadas no DF são comuns ao país. Ele pediu políticas públicas estruturadas e reconhecimento da complexa rede que envolve dançarinos, músicos, figurinistas, coreógrafos, motoristas e famílias.
Patrese Ricardo, do Projeto Giro Cultural, reconheceu o apoio de Izalci por meio de emendas, mas lembrou que políticas públicas consistentes não existem há décadas. Segundo ele, recursos repassados cobrem menos de 10% das despesas reais dos grupos, incluindo transporte, traje e demais custos.
Origem e contexto
As quadrilhas juninas chegam ao Brasil com traços da cultura europeia e se tornaram expressão da cultura popular nacional. Em 2024, a prática recebeu reconhecimento oficial como manifestação cultural. A legislação que ampara o tema foi sancionada pelo presidente Lula, consolidando o status das quadrilhas no panorama cultural brasileiro.
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