- Estima-se que doze por cento dos homens no Brasil apresentem sintomas de depressão ao longo da vida, totalizando doze vírgula seis milhões de pessoas.
- O atacante Igor Thiago, de vinte e quatro anos, atua pelo Brentford e pela seleção, e revelou ter pensado em desistir em 2020, quando o Cruzeiro foi rebaixado.
- Ele contou com apoio da família, tratamento com psicólogo e apoio da fé para superar o momento.
- Outros jogadores também já reduziram a pressão da carreira e admitiram depressão, como Kaká, Nilmar, Alisson, Michael e Matheus Pereira.
- A depressão masculina está associada a alta taxa de suicídio no Brasil, com quase oitenta por cento dos casos entre homens e cerca de doze mil mortes por ano; em caso de sofrimento, ligue 188 (CVV) 24 horas.
Doença que atinge 12 milhões de homens no Brasil levou o jogador Igor Thiago a pensar em desistir. O fato é destacado em meio a dados que apontam que cerca de 12% da população masculina pode apresentar sintomas de depressão ao longo da vida, o que hoje corresponde a aproximadamente 12,6 milhões de brasileiros.
O atacante, que atua pelo Brentford e pela Seleção, revelou ter passado por um momento de depressão em 2020, quando o Cruzeiro foi rebaixado para a Série B. Naquele período, a cobrança da imprensa, torcida e redes sociais contribuiu para o agravamento do quadro.
Em entrevistas, Igor Thiago relatou que chegou a contemplar medidas extremas para encerrar o sofrimento. A família ofereceu apoio, e o jogador iniciou tratamento com psicólogo, além de buscar apoio na religiosidade. Hoje ele afirma atravessar uma fase estável dentro e fora de campo.
Contexto
Não é o único caso entre atletas de alto rendimento. Outros jogadores já admitiram ter passado por depressão, entre eles Kaká, Nilmar, Alisson (Fluminense), Michael (Al-Ula) e Matheus Pereira (Cruzeiro). A imagem de sucesso no futebol contrasta com cobranças por resultados, assédio nas redes e competição interna.
A depressão masculina é associada também a barreiras culturais, como o estigma de que procurar ajuda é sinal de fraqueza. Além disso, o racismo, a exposição midiática e a solidão da profissão costumam acentuar o sofrimento. Dados dominados pela invisibilidade mantêm o problema subnotificado.
Em termos de saúde pública, a depressão contribui para altas taxas de suicídio entre homens no Brasil, representando uma parcela significativa das mortes anuais. O aconselhamento médico é fundamental para o tratamento, com opções que vão de psicoterapia a abordagens farmacológicas, conforme avaliação profissional.
Apoio e prevenção
Ao reconhecer a necessidade de ajuda, Igor Thiago contou com apoio familiar e acompanhamento psicológico. A prática de atividades de suporte emocional, bem como a fé, foram componentes do caminho de recuperação. O atleta reforça a importância de buscar ajuda rapidamente diante de sinais de depressão.
O CVV oferece apoio 24 horas pelo número 188, sem custo ou julgamento, para quem estiver em sofrimento emocional. O serviço conecta quem procura ajuda a voluntários capacitados para ouvir e orientar.
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