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Julgamento mantém viva a ferida sobre a memória de Henry

Júri encerra episódio com perdão judicial, mantendo a dor da família e acendendo o debate sobre responsabilização em crimes contra menores

Leniel Borel e o filho Henry, morto aos 4 anos na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro
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  • Em sete de março de dois mil e vinte e um, Henry Borel, com quatro anos, morreu após apresentar hematomas; o padrasto Jairinho e a mãe Monique Medeiros foram os envolvidos no caso.
  • O júri no Rio de Janeiro levou onze dias de depoimentos e debates, com sete jurados ouvindo testemunhas de diferentes perspectivas.
  • A juíza mudou o que seria perguntado aos jurados, usando a expressão “culposa” em vez de dolo, o que resultou na aplicação de penas mais brandas e no perdão judicial a Monique Medeiros.
  • A decisão, segundo descrito, não citou a vítima e deslocou o foco da morte brutal de Henry para uma discussão sobre gênero, gerando críticas à condução do julgamento.
  • A família de Henry afirma que a sentença prolonga a ferida da perda, mantém Henry como objeto no processo e gera insegurança sobre a proteção de crianças no estado.

O julgamento que envolve a morte de Henry Borel, aos quatro anos, concluiu na semana passada, repetindo a ferida na memória da família e da sociedade. A decisão não citou a vítima diretamente e manteve controvérsias sobre responsabilidade e tratamento processual.

Em 7 de março de 2021, Henry foi levado vivo ao hospital pela mãe, Monique Medeiros, e posteriormente veio a falecer. O padrasto, Jairinho, e Monique foram réus no caso, com depoimentos de delegados, peritos e familiares, ao longo de 11 dias de audiência no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Ao longo do júri, o Ministério Público atuou como autor da ação penal, com atuação de assistente de acusação pelo pai de Henry. Mais de 20 advogados estiveram presentes, defendendo diferentes teses e articulando recursos durante o plenário.

Desfecho e controvérsias

A sentença substituiu dolo por culposo em parte dos crimes, concedendo perdão judicial a Monique Medeiros, o que provocou críticas pela forma como o foco se deslocou da vítima para debates legais. A decisão também gerou debates sobre a abordagem de gênero no julgamento.

A defesa de Jairinho, a defesa de Monique e o Ministério Público divergem quanto à conclusão do júri e à fundamentação da sentença. A família de Henry afirma que a Justiça falhou em responsabilizar plenamente os envolvidos.

A magistrada responsável foi a juíza Elizabeth Machado Louro, que, conforme o inquérito, conduziu as últimas horas do julgamento. A defesa aponta nulidades e prepara recursos para questionar o quesito e a dosimetria das penas.

A mãe de Henry, que atuou como assistente de acusação, afirma que o caso expõe uma violação de direitos da criança e reforça a necessidade de decisões idôneas. A família segue buscando esclarecimentos e reparação judicial.

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