- A barragem de Coremas, conhecida como Mãe D’Água, acumula cinquenta e quatro sanções da Agência Nacional de Mineração desde dois mil e vinte e dois, segundo dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação.
- O complexo hídrico é o maior da Paraíba e abastece cento e doze municípios do estado.
- Relatórios da Agência Nacional de Águas indicam rachaduras, desgaste no concreto, infiltrações, erosões, encostas que afundam e encanamentos entupidos no local.
- Em março, o Ministério Público Federal ajuizou ação para que o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas adote medidas imediatas de segurança no complexo de Coremas.
- O nível de perigo atual é “Atenção”; há necessidade de monitoramento constante e de medidas de correção para evitar impactos graves em caso de rompimento.
O maior reservatório da Paraíba, a barragem de Coremas, conhecida como Mãe D’Água, acumula 54 sanções aplicadas pela ANM desde 2022. A estrutura figura entre as de maior número de penalidades do Brasil, ao lado de usinas e barragens no Mato Grosso.
A fiscalização aponta que o complexo hídrico apresenta rachaduras e desgaste no concreto, além de infiltrações em diferentes áreas. Também há erosões, afundamentos nas encostas e canais de drenagem entupidos.
Segundo dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, a barragem abastece 112 cidades paraibanas, o que aumenta a importância de medidas de segurança.
Riscos e estado do complexo
Em relatório da ANA, o conjunto é classificado como de dano potencial associado alto e risco médio. Em caso de rompimento, seriam possíveis perdas de vidas, danos econômicos significativos e desabastecimento.
Atualmente, o nível de perigo é classificado como Atenção. Problemas já identificados demandam monitoramento constante e ações de correção para evitar agravamento, conforme apontado pelo MPF.
Entre na conversa da comunidade