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Mais de 4,3 mil crianças deixam o trabalho infantil em 2025

MTE registra 4.318 crianças afastadas do trabalho em 2025; em quatros meses de 2026, são 1.108, com mais de 70% em atividades de alto risco

Trabalho infantil
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  • Em 2025, 4.318 crianças e adolescentes foram afastados do trabalho infantil, após 10.234 ações fiscais.
  • Nos primeiros quatro meses de 2026, 1.108 afastamentos foram registrados.
  • Mais de 70% dos casos envolviam riscos graves à saúde, segurança, moralidade e desenvolvimento.
  • Fiscalizações concentraram-se em setores como comércio varejista, serviços ambulantes de alimentação, restaurantes, lanchonetes, supermercados, oficinas mecânicas e atividades industriais.
  • Os maiores números ocorreram em Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro; denúncias podem ser feitas pelo Sistema Ipê Trabalho Infantil.

Nos fortemente atuantes instrumentos de fiscalização, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que, em 2025, 4.318 crianças e adolescentes foram afastados de atividades laborais no Brasil. A ação decorreu de 10.234 fiscalizações realizadas no ano, o maior volume da última década no enfrentamento ao trabalho infantil.

Entre os dados parciais de 2026, nos primeiros quatro meses, 1.108 jovens foram removidos de situações de trabalho infantil. A maioria dos afastamentos ocorreu em atividades com riscos elevados à saúde, à segurança e ao desenvolvimento físico e psicológico. A atuação busca interromper práticas abusivas e prevenir novas ocorrências.

A fiscalização concentrou-se em setores tradicionalmente ligados ao uso de mão de obra infantil, como comércio varejista, serviços ambulantes de alimentação, restaurantes, lanchonetes, supermercados, oficinas mecânicas e algumas atividades industriais. As regiões com maiores números variam conforme o período, refletindo o alcance das ações de Inspeção do Trabalho.

Regiões com maiores afastamentos

Nos dados de 2025, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro lideraram o ranking de maior número de crianças e adolescentes afastados. Entre os four meses de 2026, destacaram-se Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Espírito Santo.

De acordo com o coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho, Roberto Padilha Guimarães, os resultados demonstram que a atuação da Inspeção do Trabalho é essencial para identificar, interromper e prevenir o trabalho infantil, assegurando os direitos fundamentais de crianças e adolescentes em todo o território nacional.

Denúncias e canais de atendimento

Para denúncias de casos de trabalho infantil, o Ministério disponibiliza o Sistema Ipê Trabalho Infantil, acessível pelo endereço oficial indicado pela pasta. A ferramenta visa ampliar a participação da sociedade na identificação precoce de situações de risco.

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