- Uma pintura comprada por menos de US$ 100 em um brechó em White Plains, Nova York, foi identificada como obra de F. C. B. Cadell após uso de inteligência artificial pelo filho da dona.
- A autenticação levou à venda da tela por £ 189,200, com taxas incluídas (aproximadamente US$ 254 mil) a um comprador privado, em leilão recente.
- A IA utilizada foi o Gemini, do Google, que apontou características do estilo de Cadell e ajudou a localizar a marcação de leilão na parte de trás da obra.
- A pintura, registrada como Interior: The Lady in Black, ficou associada ao grupo dos Coloristas Escoceses e ao movimento fovista/impressionista na arte britânica moderna.
- A dona da obra, Helene Plotkin, de 88 anos, planeja deixar o dinheiro para os filhos; o comprador espera exibir a tela ocasionalmente para memória da artista.
Helene Plotkin encontrou, há seis décadas, uma pintura entre brechós em White Plains, Nova York. A obra, pouco valorizada na época, chamou sua atenção pela explosão de cores e traços ousados que remetessem ao fovismo. Ela pagou menos de US$ 100 e a pintura permaneceu na parede de casa por anos.
No ano passado, a curiosidade voltou quando a filha de Plotkin, que hoje administra os trabalhos, decidiu usar uma inteligência artificial para identificar a pintura. O estudo de IA indicou que o retrato era possivelmente uma obra europeia de valor histórico significativo.
A autenticidade foi então verificada por avaliadores de arte. A pintura foi declarada original do colorista escocês F.C.B. Cadell, líder de um grupo conhecido como Coloristas Escoceses. A confirmação elevou o valor da obra para centenas de milhares de dólares em leilão recente.
O quadro foi colocado à venda por meio de um leilão privado após a confirmação. O valor final incluídas taxas atingiu cerca de 189 mil libras, equivalente a aproximadamente US$ 254 mil, cerca de R$ 1,3 milhão, conforme o câmbio atual.
A obra, intitulada Interior: The Lady in Black, descreve uma mulher vestida de preto em um ambiente doméstico com cores vibrantes. A tela foi localizada entre itens de um brechó de Nova York e tinha origem registrada com apoio de laudos de avaliação especializados.
Especialistas da casa de leilões Lyon & Turnbull, incluindo Nick Curnow e Alice Strang, participaram do processo de confirmação. A análise envolveu inspeção sob diferentes tipos de luz para confirmar traços característicos de Cadell.
Segundo a equipe de autenticadores, Cadell era reconhecido por seu domínio técnico e por associar o estilo a escolas e movimentos artísticos que influenciaram a pintura britânica moderna. A origem da obra, porém, ainda levanta curiosidade sobre como terminou em Nova York na década de 1960.
Plotkin, hoje com 88 anos, pretende dividir o valor com os filhos. A proprietária afirmou não ter interesse financeiro direto sobre o dinheiro, desejando apenas que a obra seja exibida publicamente de tempos em tempos.
Barry Plotkin, filho da colecionadora, mencionou que a descoberta só foi possível graças à IA, que ajudou a identificar detalhes e orientar os próximos passos, como contatar uma casa de leilões e avaliadores profissionais.
A operação de venda gerou interesse público ao mostrar como ferramentas de IA podem auxiliar o público em geral na identificação de obras com potencial histórico. A tendência sugere novas possibilidades para colecionadores amadores que não possuem formação especializada.
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