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Sagrada Família: sinais de que a construção pode chegar ao fim

Com a inauguração da torre central, a Sagrada Família torna-se a igreja mais alta do mundo, mas a conclusão segue prevista para 2034–2035

DIVINA - O cartão-postal de Barcelona hoje, com a nova construção, e a maquete projetada pelo arquiteto: basílica mais alta do mundo, com 172,5 metros (Joan Valls/Urbanandsport/NurPhoto/Getty Images; Zhe Ji/Getty Images)
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  • No centenário da morte de Gaudí, a Sagrada Família inaugurou a torre central, a peça final entre as seis torres centrais, coroada por uma cruz de dezoito metros; a igreja passou a ser a mais alta do mundo, com cento e setenta e dois com cinco metros.
  • A torre foi concebida para ficar exatamente cinco, dois metros abaixo da colina de Montjuïc; Gaudí buscava que nenhuma obra humana superasse a altura de uma obra de Deus.
  • O interior privilegia a natureza, com colunas que lembram troncos de árvores e vitrais que variam de cores entre o leste (azul e verde) e o oeste (amarelo, laranja e vermelho).
  • A obra, que atrai quase cinco milhões de visitantes por ano, gerou, em 2025, trezentos e quarenta e cinco milhões de euros em ingressos para financiar os trabalhos.
  • A conclusão da torre central não encerra as obras: prevê-se terminar entre 2034 e 2035, com pendências como a Fachada da Glória, a Capela da Assunção e o Batistério, além de indenizações a moradores.

A Sagrada Família inaugurou, nesta quarta-feira, a torre central, marco simbólico no centenário da morte de Antoni Gaudí. A cerimônia contou com a presença do Papa Leão XIV, em visita a Barcelona, e celebra o avanço significativo das obras após 144 anos de construção. A torre completa o conjunto de seis pilares centrais.

A cruz tridimensional de 17 metros, feita de vidro e cerâmica, coroou a torre. Fabricada na Alemanha, a peça foi instalada como etapa final do núcleo central do templo. Com a conclusão, a basílica passa a ser a igreja mais alta do mundo, atingindo 172,5 metros de altura.

Gaudí planejou a altura para ficar 5,2 metros abaixo da colina de Montjuïc, justificando que nenhuma obra humana deveria superar uma criação de Deus. O projeto privilegia a natureza, com uma nave apoiada por colunas que lembram troncos de árvores e vitrais que variam entre as fachadas leste e oeste.

Progresso e referências

O interior exibe uma floresta de pedra, destacando a relação com a natureza. Os vitrais de Joan Vila-Grau criam paletas distintas: azul e verde no leste para o nascimento e amarelo, laranja e vermelho no oeste para o poente. O pôr do sol é um atrativo recorrente para os visitantes.

Leão XIV destacou a abertura da bênção da Torre de Jesus Cristo durante uma missa na basílica. O evento coincidiu com a canonização de Gaudí pelo Vaticano, que o reconheceu como venerável em abril de 2025. Gaudí morreu em 1926, após ser atropelado por um bonde, aos 73 anos.

A basílica recebe quase 5 milhões de visitantes por ano. Em 2025, a arrecadação com ingressos, a partir de 26 euros, somou 134,5 milhões de euros, financiando as obras. O fluxo de turistas supera a população de alguns países, segundo a reportagem.

Desafios e etapas futuras

A conclusão da torre central não encerra o projeto. A previsão é terminar entre 2034 e 2035, com acabamentos internos até 2028. Ainda estão pendentes a Capela da Assunção e o Batistério, além da Fachada da Glória, cuja construção depende de indenizações a moradores da Carrer de Mallorca.

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