- Em 48 países, 42% dizem evitar se informar; no Brasil, o índice é de 47%.
- A confiança nas notícias caiu para 38% globalmente; no Brasil, 36%.
- Cerca de 13% dos brasileiros já usam ferramentas de inteligência artificial para se informar, posição de destaque mundial (atrás apenas da Coreia do Sul).
- 53% dos brasileiros acessam notícias online; YouTube perdeu espaço para Instagram e WhatsApp; CNN Brasil é a marca mais confiável (62%).
- O share de leitores que pagam por notícias online no Brasil caiu para 15%, redução de 5 pontos percentuais desde 2023.
O Reuters Institute divulgou um levantamento realizado em 48 países, revelando que 42% dos entrevistados evitam se informar. No Brasil, esse índice chega a 47%. O estudo aponta ansiedade e desengajamento como principais explicações para o comportamento.
A pesquisa mostra ainda queda na confiança nas notícias: a média global de credibilidade é de 37% que dizem acreditar “na maior parte do tempo”. Nigéria e Quênia lideram com 68%, enquanto Hungria registra 17%. O Brasil caiu 6 pontos percentuais, para 36%.
Brasil
O levantamento indica que, no Brasil, fontes online aparecem com maior frequência, incluindo jornais digitais, podcasts e uso de IA. Redes sociais respondem por 53% da oferta de informações no país.
A pesquisa aponta que o Brasil é o segundo país que mais utiliza ferramentas de IA para se informar; cerca de 13% já usam chatbots, atrás apenas da Coreia do Sul (14%). A média global de uso semanal subiu de 7% para 10%.
Consumo de mídia e credibilidade
Conforme o estudo, 53% dos brasileiros recorrem a plataformas para se informar, com o YouTube perder terreno para Instagram e WhatsApp. A TV Globo lidera o consumo offline (41%), enquanto o g1 é o principal veículo online (35%).
Entre as marcas mais confiáveis, CNN Brasil aparece com 62%, seguida por Record News e SBT News, ambas com 61%. O panorama de credibilidade aponta para diversidade de fontes dependendo do formato de consumo.
Panorama financeiro do journalism
O relatório destaca desafio financeiro no jornalismo digital, com queda na parcela de brasileiros que pagam por notícias online, que caiu para 15% (queda de 5 pontos percentuais frente a 2023).
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