- A academia Panobianco Silverstone, em Limeira, cancelou a comemoração de dois anos da unidade e suspendeu as atividades.
- Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu após ser lançada de uma ponte sem corda de proteção durante a prática de rope jump na Trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira.
- A empresa abriu luto e emitiu nota de solidariedade aos familiares, destacando dedicação e alegria da colaboradora.
- A Polícia Civil investiga homicide com dolo eventual; três funcionários da empresa responsáveis pela atividade permanecem presos e não souberam informar quem deveria instalar ou fiscalizar os equipamentos.
- A polícia também apura o desaparecimento de uma câmera que estaria com a jovem no momento do acidente.
A academia Panobianco Silverstone, em Limeira, interior de São Paulo, cancelou a festa de aniversário da unidade e suspendeu as atividades. A decisão ocorreu após a morte de uma colaboradora durante a prática de rope jump na cidade. A vítima tinha 21 anos e trabalhava na empresa.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas faleceu no sábado, 13, durante um salto na trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira. Segundo informações, a jovem foi lançada da ponte sem proteção adequada. Imagens que circulam mostram a ausência de corda de segurança.
A unidade de Limeira anunciou o luto e a interrupção das atividades no dia seguinte, 14. A empresa ressaltou o compromisso com Maria Eduarda e pediu força aos familiares. A comemoração de dois anos da academia foi cancelada.
Segundo a Polícia Civil, a atleta deveria estar presa a duas cordas, mas nenhuma estava instalada no momento do salto. A delegada Andrea Levy informou que três funcionários continuam detidos e não apontaram quem deveria instalar ou fiscalizar o equipamento.
O caso é investigado como homicídio com dolo eventual, ou seja, quando há risco de morte assumido, mesmo sem intenção direta de matar. A polícia também investiga o possível desaparecimento de uma câmera que estaria com a jovem.
Ainda não há conclusão sobre as circunstâncias exatas do acidente. A investigação busca esclarecer responsabilidades técnicas e administrativas ligadas à atividade de rope jump na unidade.
Dossiê e próximas etapas
- A polícia deve avaliar procedimentos de segurança e quem supervisionava as atividades.
- A investigação pode pedir perícias técnicas nas estruturas da ponte e nos equipamentos de proteção.
- O inquérito deve indicar responsabilidades civis e criminais, se cabíveis.
Entre na conversa da comunidade