- Ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, foi presa na manhã de segunda-feira (15) na sede do instituto que leva seu nome, em Porto Alegre, na segunda fase da Operação Carrasco.
- Dois veterinários também foram detidos: Tainara Harth, anteriormente responsável técnica pela secretaria de Canoas, e Marcos Vinicius Jenisch, com clínica em Porto Alegre; eles são investigados por maus-tratos e associação criminosa.
- A polícia cumpriu doze mandados de busca e apreensão, incluindo clínicas veterinárias, e confiscou passaportes de três veterinários, com o marido de Paula tendo o passaporte recolhido.
- A denúncia envolve eutanásias de animais resgatados sem necessidade, com a Polícia Civil já identificando 498 animais mortos em oito meses durante a gestão de Paula; há ainda bloqueio de contas, suspensão de perfis e nomeação de interventor para o Instituto Paula Lopes.
- As defesas afirmam inocência ou desconhecimento do conteúdo do inquérito, enquanto a prefeitura de Canoas destacou que Paula não integra mais o quadro de servidores desde julho de 2025 e que colabora com as investigações.
A ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, foi presa na manhã desta segunda-feira (15), na segunda fase da operação Carrasco. O alvo é um esquema de eutanásias sem motivo contra cães e gatos resgatados. A detenção ocorreu na sede do instituto que leva o nome de Paula, na zona Sul de Porto Alegre.
Além de Paula, dois veterinários também foram detidos. Tainara Harth atuava como responsável técnica pela secretaria de Canoas, e Marcos Vinicius Jenisch mantém uma clínica em Porto Alegre. Eles são investigados por maus-tratos e associação criminosa.
Ao todo, a polícia cumpre 12 mandados de busca e apreensão. Três são em clínicas veterinárias ligadas aos procedimentos alegados, e o marido de Paula teve o passaporte apreendido. Outros três veterinários tiveram os passaportes retidos, impedindo viagem.
Na delegacia, Paula afirmou que não havia euthanasias desnecessárias, citando laudos técnicos que, segundo ela, comprovam a necessidade dos procedimentos. A defesa questiona o conteúdo da investigação, alegando desconhecimento de partes específicas.
Avanço da investigação e medidas judiciais
A polícia também identificou que, durante a gestão de Paula, pelo menos 498 animais teriam sido mortos em oito meses. A delegada responsável informou que contas bancárias e celulares apreendidos foram analisados para esclarecer o esquema.
A Justiça determinou o bloqueio de contas dos investigados, a suspensão de perfis de Paula nas redes sociais e a nomeação de um interventor para o Instituto Paula Lopes, para zelar pelo bem-estar animal. Os mandados foram autorizados pela 1ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre, a pedido do Ministério Público.
O apoio à operação contou com a participação da Rede de Proteção Ambiental e Animais (Reprass). Questionada, a defesa de Paula não confirmou a íntegra do inquérito. Já as defesas de Tainara e Marcos disseram que vão colaborar com a instrução processual.
O CRMV-RS informou que vai solicitar cópia do inquérito para apurar a participação dos médicos-veterinários e adotar as medidas cabíveis. A prefeitura de Canoas ressaltou que Paula não integra mais o quadro municipal desde julho de 2025 e que tem colaborado com as investigações, defendendo a proteção animal e a transparência na gestão pública.
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