- Uma magistrada federal ordenou a prisão do meio-irmão de Anna Kepner, de 16 anos, antes do julgamento, transferindo-o para a custódia dos U.S. Marshals.
- A decisão, em formato de ordem de 14 páginas tornado pública em 15 de junho, afirma que, com o caso já elevado a acusação de adulto, as regras para menores não se aplicam mais à detenção.
- O juiz afirmou que não há condição de fiança que garanta a segurança da comunidade, destacando o risco representado pela gravidade das acusações de homicídio em primeiro grau e abuso sexual agravado.
- O suspeito deve ser transferido para o Miami-Dade County Metro-West Detention Center, até o julgamento previsto para começar em primeiro de setembro no tribunal de Wilkie D. Ferguson Jr., em Miami.
- A promotoria apresentou evidências, incluindo DNA encontrado na vítima, ligando o suspeito ao caso, que envolve a morte de Kepner a bordo de um navio de cruzeiro em novembro de 2025.
A decisão judicial ocorreu no início de junho: um juiz federal ordenou a detenção do meio-irmão de Anna Kepner, de 16 anos, após o caso ser encaminhado para acusação de maioridade. A ordem determina que ele seja encaminhado à custódia do U.S. Marshals Service.
A mudança ocorreu após a transferência do caso para acusação de adulto. O juiz Edwin Torres entendeu que, diante das circunstâncias, não existem condições que garantam a segurança da comunidade caso o adolescente permaneça em liberdade.
A decisão foi baseada em evidências fortes apresentadas pelo Ministério Público. A ordem de detenção foi publicada em 10 de junho, após os promotores solicitarem a mantê-lo sob custódia enquanto responde pelo crime ligado à morte de Kepner a bordo de um navio de cruzeiro.
Detalhes do caso e próximos passos
Kepner, então com 18 anos, foi encontrada morta em 7 de novembro de 2025 no quarto que dividiria com o meio-irmão, enquanto outro irmão de 10 anos estava em outra cabine. A investigação aponta homicídio qualificado e abuso sexual como delitos.
Provas incluem DNA ligado ao suspeito e testemunhos sobre a forma de morte, descrita como estrangulamento. A perícia também revelou sinais de violência na cabeça e pescoço, reforçando a gravidade das acusações.
O suspeito foi entregue às autoridades da Flórida e deve permanecer na detenção do condado de Miami-Dade, até o início do julgamento previsto para 1º de setembro, no Wilkie D. Ferguson Jr. Courthouse. Se condenado, a pena pode ser de prisão perpétua.
O julgamento está marcado para começar na Corte Federal de Miami. O prazo para acordos de delação foi fixado para 28 de agosto, conforme registros judiciais. A defesa ainda não foi informada sobre novos desdobramentos.
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