- Abdullah Ibrahim, de 91 anos, morreu na Alemanha após uma doença curta, cercado pela família.
- Nascido Adolph Johannes Brand, em 1934, em Cidade do Cabo, mudou-se do nome Dollar Brand após converter-se ao islamismo no final dos anos sessenta.
- Sua carreira contou com oito décadas e incluiu a faixa Mannenberg, de 1974, associada à luta contra o apartheid.
- Giuseppepositionou-se pela Jazz Epistles e teve passagem pelos Estados Unidos a convite de Duke Ellington, mantendo raízes sul-africanas mesmo morando fora.
- A última apresentação ao vivo ocorreu no Cape Town International Jazz Festival, menos de três meses antes da morte; autoridades elogiaram seu legado musical e compromisso com o país.
Abdullah Ibrahim, gigante da música jazz sul-africana, faleceu aos 91 anos. O anúncio foi feito pela família, que informou a morte ocorreu na Alemanha, após uma doença breve.
A declaração destaca que Ibrahim faleceu em paz, cercado pela família. O texto ressalta que suas criações estiveram ligadas à África do Sul que moldou seu compromisso político e brilhantismo musical.
Nascido Adolph Johannes Brand em 1934, na Cidade do Cabo, Ibrahim começou a compor desde criança e teve uma carreira de oito décadas com dezenas de gravações.
Entre seus trabalhos mais conhecidos está Mannenberg, de 1974, obra que se tornou símbolo da luta contra o apartheid, o regime de segregação racial vigente na África do Sul.
Ao longo da carreira, o músico também ficou conhecido pelo nome artístico Dollar Brand, adotado após converter-se ao Islamismo no final dos anos 1960.
Dez anos jovens, integrou o Jazz Epistles, formação que contou com Hugh Masekela. O período marcou a aproximação entre jazz e tradições sul-africanas.
Ainda que tenha vivido no exterior, Ibrahim manteve fortes laços com a África do Sul, voltando com frequência para se apresentar e gravar.
A última apresentação ao vivo ocorreu no Cape Town International Jazz Festival, menos de três meses antes de sua morte, segundo a família.
A homenagem oficial chegou do presidente Cyril Ramaphosa, que relembrou a influência de Ibrahim na música e na luta pela democracia. Marina Umari, companheira do músico, também manifestou a saudade e a importância de seu legado.
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