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Mulher que se passou por criança pode ter feito vítimas no PR

Mulher que fingia ter doze anos é presa; polícia investiga novas vítimas e relatos de leucemia no Paraná

Amanda Maria Souza de Oliveira ganhou boneca e gostava de ficar com crianças pequenas
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  • Amanda Maria Souza de Oliveira, 38 anos, foi presa em Joinville (SC) por fingir ter 12 anos e enganar uma família por quatorze meses.
  • A prisão levou a Polícia Civil do Paraná a retomar investigações de Colombo e Campina Grande do Sul, para confirmar golpes e intimar supostas vítimas.
  • Em Campina Grande do Sul, a falsa adolescente ficou sete dias em uma casa de acolhimento em 2020, alegando ser menor e apresentando ferimentos e hematomas; depois foi encaminhada a um hospital e fugiu.
  • Em Colombo, relatos apontam que a mulher era chamada de Emily e dizia ter leucemia terminal, tentando obter apoio financeiro e emocional de grupos religiosos.
  • O advogado afirmou que há elementos para solicitar exame de sanidade mental; a perícia deve ocorrer até o fim de junho. O Ministério Público de Santa Catarina a denuncia por estelionato e falsa identidade.

Mulher que fingia ser menor de idade pode ter causado novas vítimas no Paraná

Amanda Maria Souza de Oliveira, 38 anos, foi presa em Joinville (SC) no último dia 2 após supostamente enganar uma família por 14 meses ao se apresentar como uma adolescente de 12 anos. A prisão fez a Polícia Civil do Paraná retomar as investigações sobre casos ocorridos em Colombo e Campina Grande do Sul, cidades da Região Metropolitana de Curitiba.

A apuração anterior sobre estelionato estava estagnada. Com as informações recentes, as autoridades paranaenses devem intimar supostas vítimas para confirmar golpes. Em Campina Grande do Sul, não houve registro de boletim de ocorrência até o momento.

Avanços e próximos passos

O advogado de Amanda, Rafael Siewert, informou que a defesa solicitou um exame de sanidade mental para avaliação da condição psíquica da cliente. A defesa aponta esse procedimento como crucial para esclarecer as circunstâncias do caso. Amanda permanecerá presa preventivamente até a conclusão da perícia, prevista para o fim de junho.

Segundo a denúncia, a mulher chegou a ser acolhida por uma casa de proteção em Campina Grande do Sul após se apresentar como Júlia, alegando ter perdido a mãe e vindo de Fortaleza. A rede de proteção relata que ela permaneceu sete dias na instituição, apresentando marcas e relatos de violência na infância.

Em Colombo, o relato de uma professora aponta que houve contato remoto com Amanda em 2021, quando a suposta jovem relatava ter câncer em estado terminal. A situação levou a um envolvimento emocional do grupo de orações, que chegou a apoiar a mulher com recursos. A investigação em Colombo aguarda novas instruções a partir da prisão em Joinville.

Contexto das investigações

A Polícia Civil do Paraná informou que instaurou inquérito, mas não havia conseguido apontar a autoria dos crimes. Com as novas informações, o corpo policial deve realizar reconhecimentos de vítimas em Colombo para confirmar possíveis golpes. A vice-versa do caso indica que as investigações podem se estender para outros estados onde a mulher teria atuado.

A operação de Joinville envolve a denúncia de estelionato e falsa identidade, segundo o Ministério Público de Santa Catarina. O órgão aponta que a estratégia permitiu que Amanda recebesse apoio das famílias, incluindo moradia, alimentação e tratamento médico de alto custo, até confirmação da fraude. novas informações sugerem atuação em várias regiões do país.

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