- Gabrielly Pereira, de vinte e três anos, terminou um namoro de dois anos e passou a ser perseguida pelo ex-namorado, Paulo Henrique Santos, de vinte e dois.
- Ele invadiu a casa, enviou ameaças de morte e destruiu o imóvel, mesmo após boletins de ocorrência e uma medida protetiva emitida pela Justiça.
- A vítima relata que, além das invasões, o ex enviou uma foto rasgando a medida protetiva para a mãe e chegou a aparecer no local de trabalho dela.
- No início deste mês, a casa foi completamente destruída após nova invasão; imagens dos danos viralizaram nas redes sociais.
- Gabrielly afirma que a situação evidencia falhas na proteção de mulheres; ela busca a prisão do ex e diz ter se mudado com o filho, recebendo apoio da mãe.
Gabrielly Pereira, 23, de Taubaté (SP), viveu mudanças radicais após terminar um relacionamento de dois anos. O ex-namorado, Paulo Henrique Santos, 22, passou a perseguir a vítima por meio de invasões da casa, mensagens e ataques à integridade. Mesmo com boletins de ocorrência e uma medida protetiva, as ações dele continuam.
No início do processo, a invasão da residência ocorreu cerca de uma semana depois do término. A autora registrou que o ex a ligou em vídeo ameaçando, caso ela não mostrasse estar em um motel com outra pessoa. Em seguida, ocorreram novas invasões e danos ao imóvel.
A situação evoluiu para ameaças de morte e intimidação por mensagens e pagamentos via Pix. Em um registro de maio, a vítima relatou descumprimento da medida protetiva e invasão constante da residência. Em junho, houve novas mensagens de ódio e relatos de presença do agressor em locais de trabalho da mulher.
Casos de violência e dano ao patrimônio
No início deste mês, o imóvel de Pereira foi encontrado com a porta arrombada e teve a casa destruída após nova invasão. A Polícia Militar foi acionada, mas o agressor não permaneceu no local. Imagens da destruição ganharam destaque nas redes sociais, com grande alcance, mas sem solução judicial até o momento para o caso.
Desde a publicação do material, a vítima relatou envio de fotos íntimas para outras pessoas. Ela também informou que o ex compareceu diversas vezes a locais de trabalho para ameaçar. A vítima mudou-se com o filho e recebe suporte da mãe.
Falhas no sistema de proteção
Advogada Maíra Recchia destaca avanços e limites da Lei Maria da Penha. Embora políticas recentes, como a tornozeleira eletrônica para agressores sob medida protetiva, a patrulha Maria da Penha e o botão do pânico, ainda há falhas perceptíveis. Delegacias de Defesa da Mulher com funcionamento insuficiente e lacunas no monitoramento de agressores são citadas como entraves.
A defesa aponta que a impunidade de alguns agressores e a revitimização de vítimas, quando não há resposta efetiva, representam falhas do Estado em assegurar proteção, dignidade e integridade física e psicológica.
O que fazer em casos de violência
As orientações oficiais indicam denunciar agressões, ameaças e perseguições por meio de canais apropriados. Em risco imediato, acione a Polícia Militar pelo 190; registre boletim de ocorrência em delegacia e solicite a medida protetiva; guarde provas como mensagens, fotos e registros de chamadas.
Quando a proteção não basta
Caso haja descumprimento da medida protetiva, registre novo boletim de ocorrência e informe as autoridades. O descumprimento pode configurar crime com pena de reclusão e multa. A Central de Atendimento à Mulher, no serviço 180, oferece orientação 24 horas por dia e encaminha relatos às autoridades competentes. O suporte também funciona por chat no WhatsApp.
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