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Nova concessão descarta contornos e mantém trens urbanos no Paraná até 2057

Malha Sul mantém trens em áreas urbanas do Paraná até 2057 sem contornos, ampliando o debate sobre mobilidade e segurança em Curitiba e região

Estudos da Malha Sul mantêm circulação de trens em áreas urbanas do Paraná pelos próximos 30 anos.
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  • A nova concessão da Malha Sul mantém as ferrovias em áreas urbanas do Paraná, incluindo Curitiba, pelo traçado atual por 30 anos, com leilão previsto para 2027.
  • Contornos ferroviários para desviar trens não foram incluídos por alto custo; a inclusão exigiria novos cálculos e compromissos de financiamento ao longo do contrato.
  • A prefeitura de Curitiba critica a proposta, afirmando que o trem de carga corta a cidade e afeta mobilidade, solicitando inclusão de melhorias na rede urbana.
  • Entre 2020 e 2026, o Paraná teve setenta e dois mortos e 764 acidentes ferroviários; na Região Metropolitana de Curitiba ocorreram 293 acidentes e 29 mortes.
  • O leilão deverá licitar três corredores (Paraná-Santa Catarina, Mercosul e Rio Grande) com investimentos previstos de 14,4 bilhões em CAPEX e 38,6 bilhões em OPEX.

A nova concessão da Malha Sul não prevê retirar as ferrovias das áreas urbanas do Paraná, incluindo Curitiba e região metropolitana. Pelos estudos, os trens continuarão no traçado atual durante os 30 anos de vigência, sem contornos para desvio.

Elaborados pela Infra S.A. e publicados pela ANTT, os documentos que vão embasar o leilão de 2027 não incluem a construção de contornos como obrigação da futura concessionária. Tais obras elevam custos e exigem novos cálculos de financiamento.

A ANTT avalia que incluir contornos hoje provocaria impactos significativos nos levantamentos e nos custos projetados. Assim, o entendimento atual mantém o trajeto urbano intacto, com melhorias apenas na rede existente.

Contornos e segurança

O tema contornos é visto como caro e demorado. Especialistas apontam medidas de segurança em passagens de nível como alternativas, mas estas não aparecem de forma objetiva nos estudos. A discussão segue para audiências públicas em julho.

A prefeitura de Curitiba critica a decisão de manter o traçado urbano. O prefeito teme impactos à mobilidade, à segurança e à qualidade de vida, citando registros de acidentes e a necessidade de ouvir a cidade.

Regionalmente, dados da ANTT mostram 764 acidentes com trens no Paraná entre 2020 e 2026, com 72 mortes. Na RMC ocorreram 293 acidentes, arrestando 29 óbitos e 138 feridos nesse período.

Leilão e investimentos

O leilão da Malha Sul, previsto para 2027, pretende licitar três corredores de forma integrada. O pacote Paraná-Santa Catarina envolve as linhas do interior paranaense até Paranaguá e São Francisco do Sul.

Outros dois corredores são Mercosul, ligando Ourinhos a Rio Grande do Sul, e o Corredor Rio Grande. O investimento total estimado é de 53 bilhões de reais em CAPEX e 38,6 bilhões em OPEX, ao longo de 30 anos.

Audiências públicas para o tema estão marcadas para julho, com atividades em Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis. A participação popular deverá ser considerada caso contribua para a viabilidade técnica e jurídica.

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