- Campanha liderada pelo empresário cristão do Arkansas, Matthew Rothert Sr., defendia a inclusão de “In God We Trust” nas cédulas, já presente em moedas.
- Ideia surgiu em culto em chicago, em 21 de junho de 1953, segundo familiares, por Rothert acreditar que as notas circulariam pelo mundo.
- O movimento ganhou apoio político: em 1955, o projeto foi apresentado no Congresso e aprovado; em julho, foi sancionado pelo presidente Dwight D. Eisenhower; a primeira nota de dólar com a frase entrou em circulação em 1º de outubro de 1957.
- Apoiadores incluíram os senadores John L. McClellan, J. William Fulbright e Mike Monroney, além do deputado Oren Harris; a esposa de Rothert colaborou datilografando milhares de cartas.
- Os filhos dizem que a família viu a sucessão de eventos como providência divina e que o pai via a campanha como testemunho cristão.
A frase Em Deus nós Confiamos ganhou presença nas cédulas dos Estados Unidos após uma campanha coordenada por um empresário cristão do Arkansas. A ação, iniciada na década de 1950, ajudou a fixar a expressão nas notas, já presente nas moedas, de modo oficial. A trajetória envolve moradores locais, autoridades e familiares que destacam a fé como motivação central.
A origem histórica remonta ao século XIX, quando a frase já circulava em moedas desde 1864, após uma iniciativa de um pastor batista que pediu ao Tesouro a menção pública de Deus. A expressão foi consolidada como lema nacional durante décadas de tensões políticas e religiosas no país.
Origem da campanha e o papel de Matthew Rothert Sr.
Em 21 de junho de 1953, durante um culto em Chicago, Matthew Rothert Sr., fabricante de móveis e colecionador de moedas do Arkansas, afirmou receber uma inspiração divina para defender a inclusão de Em Deus nós Confiamos nas notas. Os familiares relatam que o objetivo era ampliar o alcance da mensagem, aproveitando a circulação mundial das cédulas.
A filha Alice Rothert Nelson descreve a estratégia: cédulas teriam efeito global maior que as moedas, potencializando a difusão da mensagem religiosa. A família ressalta que Rothert viu a campanha como testemunho de fé e missão cívica.
Mobilização e apoio político
Rothert mobilizou autoridades, organizações e líderes políticos, fundamentando a proposta na percepção do conflito entre fé e ateísmo associado a regimes autoritários. A esposa Janet Rothert apoiou o esforço, datilografando milhares de cartas a representantes e instituições.
Entre os apoiadores estavam senadores e deputados que facilitaram a tramitação. Os nomes citados pela família incluem John L. McClellan, J. William Fulbright, Mike Monroney e Oren Harris, segundo relatos de familiares.
Aprovação no Congresso e entrada em circulação
Em 1955, o Congresso apresentou um projeto para incluir a frase nas cédulas, com tramitação rápida e aprovação nas duas casas. Em julho daquele ano, o presidente Dwight D. Eisenhower sancionou a medida, consolidando a mudança.
A primeira nota de um dólar com Em Deus nós Confiamos começou a circular em 1º de outubro de 1957. O Congresso já havia aprovado a expressão como lema oficial no ano anterior, consolidando o marco histórico.
Hope Rothert Taft, outra filha de Rothert e ex-primeira-dama de Ohio, argumenta que a cadeia de acontecimentos parece ter sido orientada pela providência divina. A família aponta que o feito foi resultado de planejamento cuidadoso e de uma visão de alcance global.
Legado e visão dos familiares
Nos últimos anos, a família reforçou a percepção de que o episódio demonstra como indivíduos podem influenciar a sociedade quando agem com fé. Matthew Rothert Jr. afirma que o pai defenderia hoje a gratidão a Deus e a origem das bênçãos recebidas, independentemente de críticas.
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