- Em março de 1986, a CBS decidiu gravar o show e lançar o álbum ao vivo Rádio Pirata ao Vivo, impulsionado pelo sucesso de London London, versão do RPM para a música de Caetano Veloso.
- London London estourou nas rádios nacionais, mas a gravadora não lucrava com a faixa, levando à ideia de registrar o show para lançar ao vivo em vez de um single.
- O álbum foi gravado nos dias 26 e 27 de maio de 1986, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, e lançado em 28 de julho de 1986; o repertório traz cinco canções originais, além de inéditas e regravações.
- O produtor Marco Mazzola cuidou da produção; a discografia gerou controvérsia interna, com impactos na venda do álbum de estreia Revoluções por Minuto, segundo relatos da época.
- Rádio Pirata ao Vivo tornou-se um marco do rock nacional, com estimações de vendas entre 2,2 e 3 milhões de cópias e uma agenda de cerca de 270 shows em quinze meses, consolidando o RPM como fenômeno da década.
Em março de 1986, a CBS chamou o RPM para uma reunião urgente. A gravadora entregou duas notícias: a boa era o sucesso de London London nas rádios; a ruim era que a gravadora não repassava lucro pela gravação pirata da música cantada por Paulo Ricardo e acompanhada por Luiz Schiavon. A ideia era definir o que fazer diante do impasse.
Uma das hipóteses era gravar London London em estúdio e colocá-la no disco Revoluções por Minuto como faixa-bônus. Outra opção era lançar um compacto com faixas inéditas, mas a indústria já não fabricava esse formato. A CBS resolveu, então, registrar o show ao vivo.
Gravando o álbum ao vivo
A escolha foi registrar o show, para despachar o lançamento de um disco ao vivo. O vocalista Paulo Ricardo relembra que a estratégia permitiu estourar uma música que não havia sido gravada em estúdio. Segundo Fernando Deluqui, o lançamento gerou um fenômeno de divulgação inédito para a banda. O projeto resultou no álbum Rádio Pirata ao Vivo, lançado em julho de 1986.
O repertório do disco de estreia do RPM incluiu cinco músicas próprias, além de duas faixas inéditas e regravações. Entre as autorias, destacam-se Paulo Ricardo e Luiz Schiavon. A banda, formada por Ricardo, Schiavon, Deluqui e Paulo Pagni, fez do show registrado a base do lançamento.
Da gravação às novidades do palco
O show foi gravado nos dias 26 e 27 de maio no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, e lançado no dia 28 de julho de 1986. O material integrou também releituras de London London e Flores Astrais, além de uma faixa incidental de influência dos Doors.
Antes do sucesso no palco, o RPM passou por mudanças na formação. Moreno Júnior ficou de fora por idade, e Charles Gavin deixou a banda para ingressar nos Titãs. A trajetória de bastidores também envolve a participação de Ney Matogrosso, que atuou como diretor de shows e ajudou a estruturar apresentações de grande escala.
Impactos e números
Ao longo de 15 meses de atividade, o RPM realizou cerca de 270 shows em todo o país, segundo fontes de jornalismo musical. A turnê atingiu números expressivos de público e de venda de discos. A repercussão do álbum ao vivo é apontada como divisor de águas na história do rock nacional.
Ao longo dos anos, o RPM permaneceu ativo em diferentes formações e projetos, incluindo lançamentos de estúdio e apresentações ao vivo. O período de maior sucesso é lembrado como marco do rock brasileiro, com continuidade de shows e novos projetos ao longo das décadas seguintes.
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