- Na audiência de custódia, o Ministério Público afirmou que a vítima, morta durante o salto na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), segurava uma câmera GoPro que sumiu.
- O juiz Paulo Henrique Stahlberg manteve a prisão em flagrante dos três suspeitos e converteu para prisão preventiva.
- O magistrado apontou negligência na realização do salto, que exigia corda de segurança, com filmagem indicando arremesso sem proteção.
- Os indiciados Luiz Felipe e Maicon, responsáveis diretos pela colocação da corda, não conseguiram explicar a omissão.
- O crime foi registrado como homicídio doloso na modalidade dolo eventual, justificado pela gravidade do caso e pelo risco à ordem pública.
Durante a audiência de custódia realizada no domingo (14), o Ministério Público de São Paulo informou que a vítima morreu em um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), na manhã anterior. A câmera da vítima, modelo GoPro, não foi localizada.
O juiz responsável, Paulo Henrique Stahlberg, manteve a prisão preventiva dos três envolvidos, rejeitando o relaxamento da prisão em flagrante. Ele apontou que os indiciados não apresentaram explicação aceitável para a omissão de cuidados de segurança durante a atividade.
O caso envolve uma atividade de alto risco praticada de forma comercial, com a vítima lançada de uma altura superior a 30 metros sem o equipamento de proteção esperado. A decisão também considerou que houve falha nos protocolos de segurança e que a vítima confiava na organização para a condução correta da atividade.
O que aconteceu
Segundo o MP, a vítima foi arremessada por três homens, sem a devida verificação de segurança. A filmagem apresentada no interrogatório mostrou a ausência de corda de proteção, caracterizando falha grave. A defesa havia alegado ausência de antecedentes criminais legais dos envolvidos.
Quem está envolvido
Os responsáveis diretos pela colocação da corda e pela organização da atividade foram identificados como Luiz Felipe e Maicon. Ambos não conseguiram explicar a omissão de medidas de proteção, segundo a decisão judicial. Um terceiro envolvido também foi autuado em flagrante.
Quando e onde ocorreu
O episódio ocorreu na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), na manhã de sábado (13). A audiência de custódia ocorreu no domingo (14). O Ministério Público ressaltou o risco à ordem pública e à aplicação da lei penal caso haja soltura.
Por quê a prisão preventiva
O juiz enfatizou que o crime tem natureza dolosa e envolve risco concreto para a ordem pública. A gravidade do fato e o modo de execução justificam a continuidade da prisão preventiva até a conclusão das investigações. O entendimento é de que a atuação dos suspeitos demonstrou aceitação do risco de morte.
Desdobramentos
A decisão aponta que a prática comercial de salto sem os equipamentos necessários representa negligência considerável. A investigação segue para verificar responsabilidades adicionais e eventual responsabilização de terceiros envolvidos na organização da atividade.
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