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Caixa Cultural apresenta retrospectiva da produção de Francisco Galeno

Retrospectiva na Caixa Cultural reúne 120 obras de Francisco Galeno, destacando seu papel na história da cor brasileira e a ponte entre nordeste e Brasília

16/10/1996. Crédito: Tina Coêlho/CB/D.A Press. Artista Plástico Galeno, com a peça para o prêmio do Festival de Cinema Brasileiro.
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  • Exposição Galeno, o mistério do simples, fica na Caixa Cultural a partir de 16 de junho, com visitação até 4 de outubro, de terça a domingo, das 9h às 21h.
  • A mostra reúne 120 obras que percorrem a trajetória de Francisco Galeno, destacando a ligação entre o Piauí e Brasília.
  • O curador Paulo Herkenhoff situa o artista entre os maiores coloristas do Brasil e o coloca na tradição latino-americana, conectando-o a nomes como Volpi, Oiticica e Rubem Valentim.
  • A exposição aborda fases desde a década de oitenta, incluindo obras em papel, autorretratos e referências de infância, como casas de telhado triangular, piões, lamparinas e barcos de madeira.
  • Herkenhoff destaca a presença de uma “complexidade simples” na obra, com uso de objetos e estruturas para discutir o olhar e a cor, em uma perspectiva que remete ao ready-made vernacular.

A exposição Galeno, o mistério do simples, em cartaz na Caixa Cultural, reúne 120 obras do artista Francisco Galeno em uma retrospectiva que revisita sua trajetória. A mostra, curada por Paulo Herkenhoff, valoriza a colorística como linguagem e situará o legado do artista entre referências nacionais.

Nascido em Parnaíba (PI) e criado em Brazlândia, Galeno chegou ao Planalto Central ainda menino, em 1969. A mostra destaca essa passagem, que envolve símbolos da infância como lamparinas, piões e barcos, presentes tanto em esculturas quanto em pinturas. Um material cedido pelo Acervo do Cedoc do Correio Braziliense acompanha a exposição.

O curador aponta que a produção de Galeno se apoia na complexidade simples de seus objetos e cores. Obras de início de carreira, com cenas da terra natal e referências à arquitetura precária, ocupam lugar central na narrativa expositiva. Herkenhoff situa Galeno como importante colorista brasileiro, ligado a uma tradição latino-americana da geometria.

Serviço

Galeno, o mistério do simples

Curadoria: Paulo Herkenhoff. Abertura hoje na Caixa Cultural. Visitação até 4 de outubro, de terça a domingo, das 9h às 21h.

Três perguntas para Paulo Herkenhoff

Quais pontos da produção de Galeno a exposição ressaltar? A complexidade simples da obra, que aponta direções diversas, incluindo a ligação do artista nordestino-piauiense com Brasília. Galeno pintou o painel da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima e dialoga com a história da cor no Brasil.

O que seria a complexidade simples na obra dele? Galeno usava objetos do cotidiano como lamparinas e estruturas, criando um ready-made vernacular. Ele questiona o olhar, mostrando cinza como cor que revela o visível sem artificio.

Como a exposição revela essas camadas? A mostra apresenta Galeno como figura-chave da construção adulta da cidade de Brasília, conectando memória urbana e história da cor na América Latina, sem perder a ligação com referências históricas da arte brasileira.

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