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Chuvas da primeira quinzena de junho de 2026 superam a média no SE e CO

Junho de 2026 traz chuva histórica no Sudeste e Centro-Oeste, com recordes em Brasília, Goiânia e no Rio de Janeiro, refletindo volume acima da média

Sudeste e Centro-Oeste acumularam volumes de chuva muito acima do normal na primeira quinzena de junho de 2026 (Foto: Getty Images)
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  • A primeira quinzena de junho de 2026 registrou chuvas muito acima do normal no Sudeste e Centro-Oeste, com acumulados em algumas regiões superando 200 mm em 15 dias.
  • Goiânia e Brasília tiveram recordes de chuva para o mês; no Rio de Janeiro, alguns bairros tiveram chuva que dobrou a média de junho.
  • Em pontos específicos, foram reportados 227 mm na região entre o Triângulo Mineiro e sudeste de Goiás (Ilha Solteira/São Domingos), cerca de 206 mm na região da UHE Engenheiro Luiz Muller, e 60 a 175 mm na região norte de São Paulo.
  • Brasília, com 54,5 mm na primeira metade de junho, teve o mês mais chuvoso desde o início das medições em 1961, com a média histórica de 3,3 mm para o mês.
  • O cenário indica possibilidade de mais chuva em junho, com a passagem de frentes frias e condições atípicas para o início do inverno, que começa em 21 de junho.

O volume de chuva da primeira quinzena de junho de 2026 ficou muito acima da média em várias áreas do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil. Em alguns locais, o total de chuva acumulada em 15 dias superou várias vezes a normal para o mês. Regiões na fronteira entre Goiás e Minas Gerais registraram mais de 200 mm, bem acima do esperado.

As capitais Goiânia e Brasília tiveram recordes para o mês. No Rio de Janeiro, alguns bairros tiveram a primeira quinzena do mês com precipitação que dobrou a média histórica. Em áreas do interior de São Paulo, MG, GO e MS, o acúmulo ficou acima de 100 mm em diferentes pontos.

Há variações significativas entre regiões: em alguns locais da região Triângulo Mineiro–sudeste de Goiás, houve queda entre 60 e 230 mm. Em Ilhas Solteira, MG, a ANA confirmou 227 mm. Em Goiás, o volume em mayo variou bastante conforme a proximidade de bacias hidrográficas e sistemas de chuva.

Pontos críticos

Em Brasília, o total da primeira quinzena já é o maior para junho desde o início das medições, em 1961, com 54,5 mm até 15 de junho. A média histórica para o mês é de 3,3 mm. Em Goiânia, o acumulado de 60,9 mm ocorreu entre 14 e 15 de junho, com o restante do período contribuindo para um total acima do normal.

No Rio de Janeiro, o Alerta Rio indicou acumulados relevantes em 13 dos 33 pontos, com destaques de 144,0 mm em Rocinha e 142,0 mm no Alto da Boa Vista até o meio de junho. O conjunto de frentes frias e áreas de baixa pressão favoreceu o regime chuvoso na cidade.

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