- Especialistas ressaltam que apoiar alguém com transtornos mentais exige empatia, paciência e ouvir sem julgamentos.
- O texto aponta cinco falas que não devem ser ditas: que o problema é frescura; que basta pensar positivo; que é consequência de pecado; que há pessoas em situações piores; que a pessoa não parece deprimida.
- Dizer essas frases minimiza a dor e pode afastar quem busca ajuda profissional.
- Recomenda-se manter silêncio respeitoso, ouvir ativamente e incentivar o acompanhamento terapêutico.
- O objetivo é criar um ambiente seguro e apoiar a recuperação com cuidado contínuo.
Alguns conselhos comuns podem piorar o sofrimento de quem enfrenta ansiedade ou depressão. Entidades ligadas à psicologia destacam a importância de um acolhimento cuidadoso, baseado em escuta e empatia. O tema ganhou repercussão após especialistas apontarem falas que minam a dor alheia.
A discussão ressalta que descrever o problema como simples “frescura” ou propor apenas pensar positivo não ajuda. Comentários que culpabilizam a vítima ou que comparam sofrimentos aparecem entre as falas evitadas, segundo psicólogos ouvidos pela matéria.
Além disso, os profissionais destacam que dizer que a pessoa “não parece deprimida” revela desconhecimento sobre a diversidade de manifestações da doença. O texto recomenda manter o silêncio respeitoso e incentivar o acompanhamento terapêutico para apoiar a recuperação.
Cinco falas a evitar, segundo psicólogos
Especialistas apontam quais expressões devem ser evitadas ao falar com alguém em tratamento. Em primeiro lugar, nada de apresentar o problema como algo passageiro ou uma busca por atenção. Em segundo, evitar sugerir que basta mudar de atitude para melhorar.
Em seguida, não se deve atribuir culpa ou julgar a moralidade da pessoa. Comentários que associam o sofrimento a pecados ou falhas religiosas prejudicam o diagnóstico médico. Outro ponto relevante é não minimizar a gravidade dos sintomas ou desvalorizar a patologia.
Por fim, evitar comparar a própria experiência com a de outras pessoas. Frases que reduzem o sofrimento ao equivalente de “situações piores” prejudicam a percepção de legitimidade da doença. O aconselhamento é ouvir com paciência e incentivar o apoio profissional.
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