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Confiança na imprensa atinge novo mínimo, aponta pesquisa

Confiança nas notícias atinge mínimo global de 37%, queda de três pontos em relação ao ano anterior; plataformas de terceiros ganham espaço entre leitores

Getty Images A woman watches a video of US President Donald Trump with China's President Xi Jinping on a mobile phone in Beijing, in May this year
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  • A confiança na imprensa caiu a 37% globalmente, o nível mais baixo desde o início dos relatórios do Instituto Reuters (2015).
  • No Reino Unido, a confiança caiu para 30%, 20 pontos abaixo de 10 anos atrás.
  • Mais da metade dos respondentes obtém notícias por plataformas de terceiros, como redes sociais e redes de vídeo, embora fontes tradicionais ainda sejam usadas no Reino Unido.
  • O relatório aponta abertura a novas fontes e formatos, com notícias em vídeo online se tornando mainstream, assistidas semanalmente por 77% dos entrevistados globalmente, superando a televisão tradicional em quase todos os mercados.
  • Os dados vêm de uma pesquisa online com quase 100 mil pessoas em 48 mercados.

A pesquisa do Reuters Institute aponta que a confiança nas notícias atingiu a menor marca já registrada globalmente. O estudo, cujos resultados foram divulgados nesta terça-feira, indica que a confiança pública está em 37%, três pontos abaixo do registrado no ano anterior.

No Reino Unido, a confiança caiu 5 pontos, para 30%, e está 20 pontos abaixo do nível de dez anos atrás. Mais da metade dos respondentes afirmou buscar notícias em plataformas de terceiros, como redes sociais e redes de vídeo, enquanto um número semelhante ainda consome sites de notícias e telejornal.

O instituto ressalta que a pesquisa revela uma mistura de ansiedade, desengajamento e cinismo entre o público, que muitas vezes não aprova a cobertura de temas recorrentes como imigração, inflação e conflitos internacionais. Ainda assim, o relatório aponta abertura para novas fontes e formatos.

A adoção de vídeos de notícias online já é uma prática comum em quase todos os mercados pesquisados. Globalmente, 77% dos entrevistados assistem a vídeos de notícias online semanalmente, e a tendência ganha espaço em quase todos os países, com exceção de Alemanha, Dinamarca e Países Baixos.

Segundo o estudo, o aumento do consumo de vídeos não significa plenário desinteresse por notícias. Pelo contrário, sugere que o público deseja conteúdos mais acessíveis, compreensíveis e relevantes para a vida cotidiana, retenção de interesse e compreensão clínica dos temas.

Os dados são baseados em uma pesquisa online com quase 100 mil pessoas em 48 mercados. O relatório completo reforça a importância de formatos que facilitem o entendimento e a percepção de relevância das informações.

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