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Helicópteros que se chocaram no Rio são suspeitos de táxi ilegal

Investigação aponta táxi-aéreo clandestino como possível causa do acidente que matou seis pessoas, com helicópteros registrados apenas para uso pessoal no Rio

O PP-MAC transportava Oliver Tree: há a suspeita de táxi aéreo ilegal. O proprietário foi multado pela Anac - (crédito: Fotos: Jet Photos)
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  • Dois helicópteros se chocaram no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, deixando seis mortos e levando a uma investigação sobre táxi aéreo clandestino.
  • A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aponta denúncia de que o helicóptero prefixo PP-MAC realizava transporte remunerado de passageiros sem a devida certificação; ambos os aparelhos teriam uso apenas para fins pessoais.
  • O PP-MAC já havia sido multado pela Anac em julho de 2025 por apresentar documentação e informações exigidas na fiscalização; há suspeitas de manutenção vencida e inconsistências no diário de bordo.
  • Os helicópteros teriam decolado de Santos Dumont, no Centro do Rio, e Jacarepaguá, com destino a Guaratiba e Angra dos Reis, respectivamente; a forma como se encontraram no espaço aéreo é objeto de apuração.
  • Até segunda-feira, cinco corpos haviam sido identificados pelo Instituto Médico-Legal; Oliver Tree ainda não havia sido formalmente reconhecido, enquanto outros casos envolvendo os falecidos recebem cobertura de veículos internacionais.

A colisão entre dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, deixou seis mortos. A investigação aponta para a possível operação de táxi aéreo clandestino, com aeronaves registradas apenas para uso pessoal. A Anac investiga irregularidades de transporte de passageiros sem certificação.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, há denúncia de que o helicóptero de prefixo PP-MAC, pilotado pelo comandante Alexandre de Souza, realizava transporte remunerado sem a devida autorização. Entre as vítimas estavam Nickel Oliver Tree, Gaspar Prim Díaz, Lucas Brito Chaves Frota e Lucas Vignale. Todos morreram no acidente.

O outro helicóptero envolvido tinha prefixo PR-DJJ, pilotado por Charles Marsillac, que também faleceu. A Anac informou que ambos os aparelhos tinham documentação regular, porém apenas para operações de aviação privada, não permitindo remuneração. A apuração visa confirmar ou afastar a prática.

Situação dos aparelhos e rotas

Um dos helicópteros saiu do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, com destino a Guaratiba. O segundo decolou do Aeroporto de Jacarepaguá com trajetória para Angra dos Reis. Ainda não ficou esclarecida a circunstância do encontro no espaço aéreo.

A Anac mencionou que, além do PP-MAC, o PR-DJJ também tinha autorização apenas para uso privado. Caso a existência de transporte remunerado seja comprovada, a operação pode caracterizar táxi-aéreo clandestino. Uma fiscalização mais detalhada deve apoiar a conclusão.

Até esta segunda-feira, cinco corpos tinham sido identificados pelo IML Afrânio Peixoto. O reconhecimento de Oliver Tree aguardava conclusão. A Embaixada dos EUA acompanha o caso, dada a presença de artistas entre as vítimas.

Repercussões e desdobramentos

A morte de Oliver Tree gerou cobertura internacional, incluindo artigos sobre a turnê do artista pela América Latina. O Cenipa já acompanha as investigações para apurar as causas do acidente e eventuais falhas operacionais.

Lucas Vignale foi identificado por exames de DNA. O traslado à Argentina já está em andamento, com sepultamento previsto em Buenos Aires. Lucas Frota recebeu homenagens no Caju, onde ocorreu o velório.

Estão sendo reunidas informações sobre mantenedora, manutenção dos aparelhos e registro de diários de bordo. As autoridades devem divulgar novos dados conforme avançarem as apurações.

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