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Irmã de juíza que morreu após coleta de óvulos em SP

Família de juíza que morreu após coleta de óvulos em Mogi das Cruzes acusa negligência médica; defesa afirma que a equipe prestou assistência adequada

Foto: Ajuris/Divulgação
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  • Juíza Mariana Francisco Ferreira, 34 anos, morreu após coleta de óvulos em Mogi das Cruzes, em meio à tentativa de congelar óvulos para ter filhos no futuro.
  • A decisão de iniciar o processo ocorreu pouco depois de ela concluir o período probatório, buscando estabilidade no cargo.
  • A cirurgia no Hospital Mogi-Mater, autorizada pelo ginecologista Maurício Ligabô na Clínica Invitro Reprodução Assistida, ocorreu cerca de 28 horas após a entrada da paciente no hospital; Mariana sofreu duas paradas cardíacas e teve órgãos removidos.
  • A defesa de Ligabô afirma que ele permaneceu com a equipe para prestar assistência e aguarda laudos; a família acusa negligência e diz que não foi fatalidade.
  • A autópsia foi realizada; após a morte, Ligabô chegou a oferecer ajuda com o velório, mas a família relata pressão para acelerar o enterro e disse que não houve solidariedade durante o procedimento.

Mariana Francisco Ferreiro, juíza de 34 anos, morreu após realizar uma coleta de óvulos em Mogi das Cruzes. O procedimento ocorreu na Clínica Invitro Reprodução Assistida e a cirurgia de emergência foi autorizada pelo ginecologista Maurício Ligabô no Hospital Mogi-Mater. A morte ocorreu dias depois de a magistrada ter iniciado o processo, motivada pela preservação da fertilidade.

A família relata que Mariana desejava congelar os óvulos para manter a possibilidade de ter filhos no futuro. Segundo a irmã, Luíza Ferreira, a juíza sempre quis se tornar mãe, mesmo diante do alto custo do procedimento. Ela decidiu iniciar o processo pouco depois de completar dois anos de estágio no cargo.

Maurício Ligabô era o médico responsável pela coleta. A defesa do profissional afirma que ele permaneceu acompanhando a equipe médica para prestar assistência técnica e que aguarda laudos definitivos. A Clínica Invitro também informou que colaborará com a investigação.

O caso ocorreu porque Mariana quis ficar próxima da mãe, que reside em Mogi das Cruzes, para acompanhar o procedimento. A escolha da unidade ocorreu após indicação de uma conhecida da família, após avaliação de opções disponíveis.

Antes da internação, a juíza seguia o protocolo de saúde, mantendo horários de medicação, evitando exercícios intensos e abstinência de álcool durante o tratamento hormonal. O objetivo era preservar a saúde até a realização da coleta.

Mariana realizou a coleta na manhã de 4 de maio. Ela recebeu alta após o procedimento e retornou para casa, mas voltou ao hospital com fortes dores, sendo encaminhada para cirurgia de emergência por hemorragia aguda.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a cirurgia ocorreu cerca de 28 horas após a entrada da paciente no hospital. Durante a internação, a paciente foi submetida a duas paradas cardíacas e à retirada de órgãos, conforme boletim médico divulgado pelas autoridades.

A família afirma que houve atraso no atendimento de emergência, o que teria contribuído para o agravamento do quadro. Amigos e colegas próximos relatam que Mariana era zelosa com a saúde e seguia as orientações médicas com rigor.

Após a morte, o médico responsável chegou a manifestar-se com a intenção de ajudar nos trâmites do velório, segundo relatos da família. O caso segue sendo apurado pelas autoridades, com depoimentos colhidos para a investigação.

A família planeja realizar autópsia para esclarecer as causas do fatal desfecho. No momento, não há conclusão sobre responsabilidades; a apuração aguarda laudos médicos oficiais. O Portal Tela acompanhará o desenrolar das investigações conforme as informações oficiais forem divulgadas.

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