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Morre Raimundo Carrero, referência literária de Pernambuco, aos 78

Morre Raimundo Carrero, referência literária de Pernambuco, aos 78 anos, em decorrência de câncer, com velório na Academia Pernambucana de Letras

O escritor Raimundo Carrero, na biblioteca de sua casa, em Recife, em 2005
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  • Morreu aos 78 anos o escritor Raimundo Carrero, vítima de câncer, nesta terça-feira (16), conforme divulgação do Diário de Pernambuco, onde assinava uma coluna de cultura.
  • O pernambucano nasceu em Salgueiro, em 20 de dezembro de 1947, e iniciou a carreira no mesmo jornal, atuando como estagiário, crítico literário e editor-chefe.
  • Foi militante do movimento armorial e escreveu obras como A História de Bernarda Soledade: A Tigre do Sertão; ganhou o Jabuti em 2000 e o São Paulo de Literatura em 2010.
  • Também recebeu o APCA e o Machado de Assis em 1996, e publicou títulos como Viagem no Ventre da Baleia e Tangolomango.
  • O velório ocorre na Academia Pernambucana de Letras, da qual era membro desde 2004; Kleber Mendonça Filho elogiou sua contribuição à literatura e à lenda da perna cabeluda.

O escritor Raimundo Carrero, referência da literatura pernambucana, morreu nesta terça-feira (16) aos 78 anos em decorrência de câncer. A informação foi confirmada pelo Diário de Pernambuco, onde Carrero assinava uma coluna de cultura. O falecimento ocorreu em Recife.

Carrero iniciou a carreira no mesmo jornal, na função de estagiário, na década de 1960, e chegou a ser crítico literário e editor-chefe. Nascido em Salgueiro, no sertão de Pernambuco, em 20 de dezembro de 1947, publicou o primeiro livro em 1975, narrando a história de uma mulher que desafia o coronelismo.

Carreira e contribuições

Entre suas obras destacam-se Viagem no Ventre da Baleia (1987) e Maçã Agreste (1989). Recebeu o Jabuti em 2000 com As Sóbrias Ruínas da Alma e o São Paulo de Literatura em 2010 pelo romance A Minha Alma É Irmã de Deus. Também teve reconhecimentos como APCA e Machado de Assis, em 1996, pelo romance Somos Pedras que se Consomem.

Carrero foi um dos pilares do movimento Armorial, de Ariano Suassuna, que buscava articular arte erudita a partir da cultura popular. Foi também um divulgador da lenda urbana da perna cabeluda, associada à cidade do Recife e ao filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho.

O velório ocorre nesta terça na Academia Pernambucana de Letras, da qual o escritor era membro desde 2004. A instituição informou que Carrero era considerado um dos mais importantes escritores pernambucanos de sua geração e lembrou que ele faleceu no dia em que Suassuna, mestre e amigo, completaria 99 anos.

Pelas redes sociais, Kleber Mendonça Filho prestou homenagem à carreira de Carrero e à lenda que ele ajudou a popularizar, destacando a defesa da literatura como modo de compreender o mundo. Carrero estava internado há uma semana antes do falecimento.

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