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Morte em salto de rope jump em SP: o que dizem instrutores presos

Três instrutores de rope jump são presos em Limeira por homicídio com dolo eventual após queda de jovem de 21 anos durante salto sem corda na Ponte do Esqueleto

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  • Três instrutores foram presos em Limeira, SP, sob suspeita de homicídio com dolo eventual após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, durante salto de rope jump na Ponte do Esqueleto.
  • A vítima foi arremessada em queda livre de aproximadamente 30 metros sem a corda de segurança, em evento ocorrido no último sábado.
  • Os instrutores afirmam não entender a falha que levou ao acidente e dizem que o rope jump não possui regulamentação específica no Brasil, dependendo apenas da experiência dos profissionais.
  • Um dos técnicos disse que o equipamento tem capacidade para mais de duas toneladas; outro não soube precisar quem era responsável pela checagem do salto em questão.
  • A prisão foi convertida em preventiva pela Justiça, e o caso, considerado de alta periculosidade, segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

Três instrutores foram presos após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no sábado (13), na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). O salto sem corda ocorreu durante uma atividade de rope jump, modalidade de alto risco, sem regulamentação específica no Brasil, de acordo com os depoimentos à Polícia Civil.

Os suspeitos — Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves — foram autuados em flagrante por homicídio com dolo eventual. A Justiça decretou a prisão preventiva dos três na audiência de custódia, mantendo a medida para assegurar a ordem pública.

Foi apurado que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade conhecida como aviãozinho, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores. Registros audiovisuais mostraram a vítima em queda livre, aproximadamente 30 metros, sem que houvesse amarração a cordas de segurança.

Depoimentos dos envolvidos indicam divergências quanto à responsabilidade pela verificação de segurança. Um dos instrutores afirmou que o equipamento tem capacidade para suportar mais de duas toneladas, e que não entende como ocorreu a falha. Outro relatou não saber quem, exatamente, tinha a última checagem de segurança daquele salto.

A investigação aponta falhas na checagem de procedimentos e na proteção do participante. A delegacia responsável é a Seccional de Limeira, que acompanha o caso em conjunto com o Ministério Público, para esclarecer as responsabilidades técnicas e operacionais.

Entre as informações colhidas, testemunhas destacam que o salto ocorreu sem a corda de proteção, configurando risco elevado. A dinâmica do acidente é considerada pelo setor policial como prática que tornou inevitável o resultado trágico diante da ausência de medidas preventivas adequadas.

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