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MPF investiga demora na cobrança a agressores de mulheres por gastos do SUS

MPF abre inquérito contra omissão do Ministério da Saúde na regulamentação da tabela de ressarcimento aos cofres públicos pelos custos do SUS às vítimas de violência

Lei obriga agressores a reembolsarem o SUS pelos custos de atendimento às vítimas de violência
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  • O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar omissão do Ministério da Saúde na regulamentação da tabela de ressarcimento prevista pela Lei nº 13.871/2019.
  • A lei determina que o agressor de mulheres reembolsar integralmente os serviços de saúde do SUS e as despesas com dispositivos de segurança usados para protegê-las.
  • A aplicação prática da norma depende da regulamentação da tabela pelo Ministério da Saúde, segundo a investigação.
  • Sem a definição da tabela, a cobrança e a recuperação de recursos pagos pelo SUS ficam comprometidas.

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito para apurar uma suposta omissão do Ministério da Saúde na regulamentação da tabela de ressarcimento prevista pela Lei nº 13.871/2019. A regra exige que agressores de mulheres reembolsem os gastos do SUS com atendimentos às vítimas de violência, além de despesas com dispositivos de segurança. A ação investiga a ausência de regulamentação da tabela que subsidiaria esses ressarcimentos.

A norma altera a Lei Maria da Penha para determinar o ressarcimento integral dos custos de saúde, bem como das medidas de proteção. O objetivo é evitar que o patrimônio da vítima seja afetado e que o ressarcimento influencie a pena criminal. A lei delimita ainda que tais pagamentos não reduzem o patrimônio da vítima nem servem para atenuar a pena.

O foco do MPF é a falta de regulamentação pelo Ministério da Saúde. Sem a definição da tabela, a aplicação prática da lei fica comprometida e a recuperação de recursos pelo SUS fica dificultada. A investigação busca esclarecer se houve omissão administrativa que possa impactar o cumprimento da norma.

Detalhes da apuração

A apuração envolve registros oficiais sobre a tramitação da regulamentação. Ainda não há conclusão sobre responsabilizações ou prazos para a publicação da tabela. O MPF busca informações junto a órgãos do governo para avaliar impactos no atendimento a vítimas.

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