- A Tropa do Cote, facção da Bahia, é alvo de operação interestadual deflagrada na manhã desta terça-feira, 16, pela DHPP da Polícia Civil da Bahia.
- A operação, batizada de Gênesis, mira lideranças, gerentes financeiros e executores do grupo, investigados por tráfico de drogas, domínio territorial e outros crimes violentos.
- Mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão são cumpridos em Salvador (Águas Claras, Sussuarana e Nova Sussuarana) e nos municípios de Lauro de Freitas e Retirolândia; também alcança cidades no Rio de Janeiro (Nova Iguaçu e Macaé) e em Santa Catarina (Camboriú e Itapema).
- A polícia aponta que o grupo é responsável por pelo menos 15 homicídios registrados entre 2025 e 2026, além de manter um sistema paralelo de controle em comunidades de Salvador.
- A ação envolve mais de 300 profissionais e conta com apoio de vários departamentos e unidades da Segurança Pública, sendo um desdobramento da Operação Saigon de 2023; resultados devem ser divulgados após consolidação.
Uma operação interestadual combate a facção conhecida como Tropa do Cote, também chamada de Tropa do CF, na Bahia. A ação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (16) pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil da Bahia. O objetivo é desarticular estruturas da organização criminosa.
Ao todo, são cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em bairros da capital baiana, como Águas Claras, Sussuarana e Nova Sussuarana, além de Lauro de Freitas e Retirolândia. Também houve cumprimento de medidas em Nova Iguaçu e Macaé, no Rio de Janeiro, e em Camboriú e Itapema, em Santa Catarina.
Segundo as autoridades, o grupo é responsável por pelo menos 15 homicídios ocorridos entre 2025 e 2026. A organização é investigada por tráfico de drogas, domínios territoriais armados e diversos ataques violentos no estado.
Lideranças, gerentes financeiros e executores da facção mantinham redes de apoio entre diferentes regiões do país, inclusive com um sistema de controle paralelo em comunidades de Salvador. A polícia aponta que a atuação envolvia o uso de armamentos de grosso calibre.
A operação desta terça é um desdobramento da chamada Operação Saigon, iniciada em setembro de 2023 contra o mesmo grupo. Mesmo com ações prévias contra integrantes-chave, a investigação indica reestruturação interna da facção.
O principal líder da organização continua com influência, enquanto um braço de confiança teria assumido a coordenação operacional. Investigações identificaram uma rede de operadores e foragidos distribuídos por estados para manter o funcionamento.
A ação envolve mais de 300 policiais, com apoio de diversas unidades da Polícia Civil e da Polícia Interestadual (POLINTER), além de órgãos de repressionção, combate ao crime organizado e combate à lavagem de dinheiro. Também atuam a DEPOM, DIP, DEPIN, DEIC, DENARC e a DPMCV.
Ao lado da SSP/BA, trabalham a SI e as polícias civis dos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os órgãos informam que mais dados serão divulgados conforme o andamento da consolidação dos resultados.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre prisões efetuadas, documentos apreendidos ou danos a qualquer investidor social. A Polícia Civil afirma que novas informações serão divulgadas ao longo da operação.
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