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PCGO aponta atraso intencional de obra por sócios da construtora

Polícia Civil bloqueia R$ 1,5 milhão de bens; sócios da Diretriz Construtora em Goiânia são investigados por atrasos deliberados e ganhos indevidos

Fraude em construtora: PCGO diz que sócios atrasaram obra de propósito
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  • A Polícia Civil de Goiás, por meio da Decon, identificou que dois sócios da Diretriz Construtora teriam induzido consumidores a erro sobre prazos de conclusão de obras residenciais.
  • Na Operação Opus Malus, realizada nesta terça-feira (16/6), houve busca e apreensão e o bloqueio de R$ 1,5 milhão em bens e valores dos investigados.
  • A investigação aponta que o engenheiro responsável agia para atrasar as obras, aumentando a lucratividade da empresa com ganhos indevidos, incluindo relatórios falsos sobre andamento e omissão de informações sobre materiais.
  • A empresa promovia divulgação intensiva nas redes sociais, apresentando uma imagem de credibilidade e regularidade.
  • Foram identificadas três vítimas, com prejuízos estimados de R$ 240 mil, R$ 510 mil e R$ 700 mil.

Durante a investigação da Decon, a Polícia Civil de Goiás identificou dois sócios de uma construtora de Goiânia como responsáveis por induzir consumidores a erro sobre prazos de conclusão de obras residenciais contratadas. A Operação Opus Malus mobilizou a polícia na terça-feira, 16/6, com busca e apreensão na empresa.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,5 milhão em bens e valores dos investigados, que respondem por possíveis crimes contra as relações de consumo. Os nomes dos sócios são Mário Ferreira Pires Neto e Lorena Correa Chaves Ferreira Pires, proprietários da Diretriz Construtora.

Segundo a PCGO, os indivíduos teriam atuado para atrasar deliberadamente as obras, ampliando o tempo de execução e, assim, aumentando a lucratividade indevida da empresa. A investigação aponta que o atraso visava obter vantagens financeiras.

O esquema incluiria a elaboração de relatórios com informações falsas sobre o andamento das etapas e a omissão de dados sobre a qualidade dos materiais empregados nas edificações. Paralelamente, a empresa reforçava a divulgação nas redes sociais, transmitindo uma imagem de credibilidade e regularidade.

Até o momento, três clientes foram identificados como vítimas, com prejuízos estimados em R$ 240 mil, R$ 510 mil e R$ 700 mil, respectivamente. A divulgação dos nomes dos sócios e da empresa autorizada pela autoridade policial visa facilitar a identificação de novas vítimas e o andamento das investigações.

Não houve informação imediata sobre pronunciações oficiais da defesa. O espaço permanece aberto para manifestação.

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