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Polícia investiga morte de cão comunitário em Balneário Camboriú após caso Orelha

Polícia investiga maus‑tratos após morte de cão comunitário Maninho em Balneário Camboriú; apuração é prioridade e proteção aos animais comunitários é destacada

Cão Maninho, que vivia na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú, morreu após uma semana internado com ferimentos graves, e a Polícia Civil apura o episódio como suspeita de maus‑tratos. (Foto: Patrícia Ferreira/Divulgação Prefeitura de Balneário Camboriú)
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  • Cão Maninho, que vivia na Praia do Estaleiro, Balneário Camboriú, morreu após uma semana internado com ferimentos graves; a Polícia Civil investiga possível maus-tratos.
  • O animal desapareceu em 29 de maio, junto com a cadela Maninha; ela foi localizada sem sinais de agressão na praia e levada à ONG Viva Bicho, enquanto Maninho apareceu gravemente ferido às margens da BR‑101 e não resistiu após cirurgia.
  • A prefeitura informou que acompanha a apuração e que denúncias de maus‑tratos podem ser feitas pelo telefone 153, da Guarda Municipal; a prefeita cobrou identificar os responsáveis.
  • A cidade tem lei municipal que reconhece cães comunitários como animais que vivem em espaços públicos e recebem cuidado de moradores; Maninho e Maninha estavam cadastrados pela prefeitura na região do Estaleiro.
  • Ativistas promoveram manifestação por justiça na Praia do Estaleiro no dia sete, e o caso ocorre em meio a discussões sobre a Lei Orelha, que pretende ampliar responsabilizações e medidas contra maus‑tratos.

O cão comunitário Maninho morreu após ser internado com ferimentos graves, dias após seu desaparecimento. O episódio ocorre em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, e é alvo de apuração pela Polícia Civil por suspeita de maus‑tratos. Maninho vivia na Praia do Estaleiro, junto com a cadela Maninha, que também sumiu e foi localizada ilesa.

Segundo a prefeitura, Maninha foi encontrada com a cadela Maninha graças à tag de rastreamento; a cadela apareceu na praia sem sinais de agressão e foi encaminhada à ONG Viva Bicho. Maninho foi localizado às margens da BR‑101, encaminhado a clínica particular, passou por cirurgia e não resistiu.

A prefeitura informou que acompanha a apuração e orienta a população a denunciar maus‑tratos pelo telefone 153, da Guarda Municipal. A prefeita Juliana Pavan destacou a busca por respostas e responsabilização dos envolvidos, em rede social.

Contexto legal e proteção aos animais

A Lei Municipal 4.436/2020 reconhece cães e gatos comunitários como animais que vivem em espaços públicos, recebendo cuidado de moradores, alimentação, abrigo, água e assistência veterinária. Maninho e Maninha integram o cadastro municipal na região do Estaleiro.

O Departamento de Proteção Animal monitora os dois animais desde o desaparecimento e acionou a Guarda Municipal para auxiliar nas buscas. Após a morte de Maninho, a prefeitura afirmou que os órgãos de proteção tratam o caso como prioridade e mantêm contato com a Polícia Civil sobre as investigações.

Mobilização e desdobramentos

Ativistas chegaram a convocar uma manifestação por justiça na Praia do Estaleiro, mobilizando o movimento Santa Catarina contra maus‑tratos. O ato ocorreu no dia 7 e pediu identificação e responsabilização dos envolvidos, segundo relatos de líderes do movimento.

Maninha permanece aos cuidados da ONG Viva Bicho, que mantém convênio com o município para acolhimento de animais resgatados. A entidade informou que a cadela está segura, sob cuidado amoroso e com novos amigos.

Relação com o caso Orelha

Em Florianópolis, a morte do cão comunitário Orelha na Praia Brava, em janeiro, gerou ampla repercussão e levou a investigações por maus‑tratos contra adolescentes suspeitos. O MP pediu o arquivamento após laudos indicarem causa clínica, sem provas de agressão.

A lei Orelha, aprovada pela Assembleia, altera o Código Estadual de Proteção aos Animais para responsabilizar pais ou responsáveis legais em casos de maus‑tratos praticados por menores, com multas mais altas e agravantes em situações de crueldade extrema. Uma CPI também é discutida para revisar a investigação do caso.

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