- A defesa de Luigi Mangione retirou a intenção de apresentar uma defesa psiquiátrica no caso de homicídio, um dia após o juiz de Nova York tornar pública a notificação correspondente.
- A retirada foi comunicada por e‑mail assinado pelos advogados, sem detalhar os motivos.
- O julgamento estadual de Mangione está previsto para setembro.
- A hipótese de distúrbio emocional extremo, que poderia reduzir a pena para homicídio, não foi mais apresentada pela defesa até o momento.
Luigi Mangione retirou oficialmente a defesa psiquiátrica no caso que envolve a morte do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson. A equipe jurídica pediu ao juiz estadual de Nova York a retirada do aviso de defesa combase em distúrbio emocional extremo. O anúncio foi enviado por e-mail aos autos na quinta-feira.
O movimento ocorre um dia após o juiz Gregory Carro ter tornado público o aviso de defesa que indicava a possível utilização da defesa de “extreme emotional disturbance” (distúrbio emocional extremo). Mangione está sob acusação de murder em Nova York e já se declarou não culpado perante as acusações estaduais e federais.
Segundo o comunicado, assinado por Karen Friedman Agnifilo, Marc Agnifilo e Jacob Kaplan, a defesa “retira respeitosamente o aviso CPL 250.10 neste momento”. Não houve comentários adicionais de ambas as partes quando o caso foi contatado pela imprensa.
Ainda não ficou claro qual será o próximo curso da defesa para o julgamento estadual, previsto para começar em setembro. Caso a defesa tivesse mantido a linha de EED, poderia ter reduzido a pena para manslícia se a jury aceitasse a defesa, o que dependeria de documentos e avaliações apresentados.
O aviso 250.10(1b) refere-se à intenção de apresentar evidência psiquiátrica e solicitar avaliação psiquiátrica. Existem duas defesas psiquiátricas mencionadas: inocência por motivo de insanidade (1a) e a hipótese de distúrbio emocional extremo (1b). A defesa não precisa usar a defesa psiquiátrica, mas deve avisar o tribunal com antecedência.
A advogada Friedman Agnifilo argumentou que a confidencialidade do aviso psiquiátrico poderia impactar o caso federal de Mangione, já que o distúrio emocional extremo não é reconhecido pela lei federal. O aviso de EED havia sido apresentado em 30 de setembro de 2025, mas só teve divulgação pública após ordem de Carro na última quarta-feira.
Carro também determinou que a defesa apresentasse informações sobre os detalhes da EED até quinta-feira, sob pena de perder a opção de utilizá-la. Mangione enfrenta processo nos tribunais estadual e federal, com desdobramentos ainda em curso. O julgamento estadual, ainda sem data de conclusão, segue sob análise dos investigadores e do tribunal.
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