- Denúncia do Ministério Público de São Paulo afirma que Deolane Bezerra guardava valores pertencentes ao PCC em imóveis de seus filhos.
- Áudios enviados pela advogada citados na decisão de Justiça de São Paulo revelam o suposto esconderijo; a denúncia envolve também mais cinco suspeitos.
- Segundo os autos, Deolane atuaria como receptora de dinheiro do tráfico por meio de uma empresa de fachada, a Transportadora Lado a Lado, com movimentações de mais de R$ 27 milhões via smurfing.
- Crimes imputados: organização criminosa e lavagem de capitais; pena prevista de três a oito anos para organização criminosa e de três a dez anos para lavagem, além de multas.
- Além de Deolane, réus incluem Marco Willians Herbas Camacho (Marcola) e familiares próximos; defesa de Deolane afirma inocência, origem lícita dos rendimentos e inexistência de vínculos com o crime organizado.
A investigação do Ministério Público de São Paulo aponta que a influenciadora e advogada Deolane Bezerra mantinha valores atribuídos ao PCC em imóveis ligados aos filhos. O material emergiu de áudios enviados pela própria Deolane a uma diarista, citados na decisão da Justiça de SP que tornou Deolane e outros cinco suspeitos réus por organização criminosa e lavagem de capitais.
Segundo os autos, a defesa da empresa de fachada Transportadora Lado a Lado operava para movimentar recursos oriundos do tráfico. A polícia identificou o esquema após apreensões de manuscritos no presídio de Presidente Venceslau, em 2019, que sinalizavam a atuação ilícita. As transações somam mais de 27 milhões de reais.
A denúncia descreve uso da imagem pública de Deolane como meio de inserir recursos da organização no sistema financeiro, com operações realizadas via técnica de smurfing, para dificultar o rastreamento. A Justiça ainda aponta que o montante não condiz com sua renda declarada.
Crimes imputados a Deolane
A advogada pode responder por Organização Criminosa e Lavagem de Capitais, com penas previstas de reclusão e aplicação de multa, conforme a legislação aplicável. A defesa ressalta inocência, origem lícita de rendimentos e a inexistência de vínculos com o crime organizado, apresentando as provas no decorrer do processo.
Outros réus na denúncia
Além de Deolane, a denúncia envolve seis acusados, incluindo o líder do PCC, Marcola, e familiares dele. A defesa de Marcola sustenta que os réus estão custodiados e não tiveram contato com os fatos desde 2019, solicitando contextualização dos elementos patrimoniais na instrução.
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