- Na China, motoristas colocam cabeças de bonecos de plástico com a imagem de Cristiano Ronaldo em frente à câmera de monitoramento da Tesla para evitar alertas de atenção à via.
- A tecnologia da Tesla, que fica acima do espelho retrovisor, pode ser enganada por esses bonecos, que a ferramenta interpreta como presença humana.
- Um motorista, que pediu anonimato, contou à Wired que o boneco funcionou em viagem de mais de seiscentos quilômetros por mais de duzentos e cinquenta quilômetros sem disparar alertas.
- Vídeos e anúncios na internet mostram bonecos com rostos de Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, The Rock e outras figuras, vendidos a partir de quarenta a duzentos reais.
- No Brasil, os sistemas mais avançados do Full Self-Driving não estão disponíveis; na China, apenas funções básicas de direção assistida são oferecidas, o que incentiva tentativas de burlar o monitoramento.
Na China, motoristas vêm usando bonecos de plástico com a aparência de craques do futebol para induzir o sistema de monitoramento da Tesla a não exigir atenção contínua do volante. A prática, que já circula nas redes sociais, envolve posicionar a cabeça de plástico em frente à câmera de monitoramento.
Os dispositivos, que divergem do local onde a câmera está instalada, conseguem despistar o reconhecimento visual do veículo e evitar os alertas de segurança. Um entrevistado, que pediu anonimato, contou ter feito um teste com o boneco em uma viagem de mais de 600 quilômetros e ter passado mais de 250 quilômetros sem disparos de alerta.
Como funciona o monitoramento da Tesla
O sistema do Model 3, na China, utiliza uma câmera acima do espelho retrovisor para verificar a atenção do motorista. Em muitos modelos, isso substitui sensores mais tradicionais, exigindo que o condutor mantenha as mãos no volante e olhe para a via.
Cenário internacional e reações
Em vídeos que ganharam popularidade online, motoristas aparecem usando bonecos com rostos de Ronaldo, Messi, The Rock ou figuras genéricas, com preços entre R$ 40 e R$ 200. A prática expõe lacunas entre hardware de monitoramento e comportamento humano.
Contexto regulatório e perspectivas
O Full Self-Driving (FSD) ainda não está plenamente disponível na China, limitando-se a funções básicas de assistência. As autoridades e a Tesla avaliam medidas para reforçar a vigilância do motorista e manter a credibilidade dos sistemas autônomos.
Repercussões e riscos
Driblar os mecanismos de segurança pode colocar o motorista e terceiros em risco. Empresas de tecnologia automotiva estudam melhorias para evitar que soluções simples, como bonecos, comprometam a confiabilidade dos sistemas de assistência ao conduzir.
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