- Com a proximidade de julho, Paris recebe muitos turistas brasileiros, mas há mudança: menos correria e mais viagens com propósito e conexão com a culture local.
- Mel Rolan, guia e travel designer brasileira em Paris, aponta que famílias querem roteiros sob medida e experiências autênticas em vez de apenas visitar muitas atrações.
- Tendência global de viagem com propósito, com foco na qualidade da vivência e no ritmo de cada viajante, fazendo durar mais tempo em um único local.
- Busca por curadoria local reduz o “custo invisível” da viagem — escolhas inadequadas, deslocamentos e desgaste logístico — com recomendações adaptadas a cada perfil.
- Viagens multigeracionais ganham espaço, priorizando atividades ao ar livre, gastronomia e convivência familiar, sem agendas excessivas.
- Mel já atendeu mais de seiscentas cinquenta famílias e tem índice de satisfação (NPS) de 9,97 em dez, apostando em personalização contínua.
Com a aproximação das férias de julho, Paris recebe turistas brasileiros em busca de viagens mais autênticas e conectadas à cultura local. A mudança acompanha uma tendência global de viagem com propósito, com foco em curadoria e ritmo das famílias.
Observadora atuante no turismo parisiense, a brasileira Mel Rolan aponta que o visitante brasileiro busca experiências sob medida. A profissional atua como guia e travel designer especializada em roteiros para famílias, há mais de cinco anos na cidade.
Mudança de comportamento
A prioridade deixou de ser visitar o maior número de atrações. Hoje, muitos optam por viver o destino, entendendo a cultura local e criando memórias significativas. O mercado aponta para viagens mais profundas em 2026.
Relatórios de grandes redes apontam a virada do turismo de massa para experiências personalizadas. Em vez de percorrer várias cidades, famílias dedicam mais tempo a bairros, mercados e atividades locais.
Viagens multigeracionais
As viagens que incluem avós, pais e filhos ganham espaço. O planejamento precisa equilibrar ritmos e interesses, garantindo que todos aproveitem. Passeios ao ar livre e experiências culturais leves ganham destaque.
A curadoria local reduz o chamado custo invisível da viagem, que envolve deslocamentos desnecessários e desgaste logístico. A escolha é por orientações que se alinhem ao perfil da família.
Na prática
Piqueniques, passeios de barco e visitas a mercados de bairro passam a compor roteiros. Viajantes valorizam momentos de convivência em vez de agendas lotadas. A experiência deixa de ser corrida para favorecer a presença.
Uma cliente que viajou com as filhas pequenas relata tranquilidade e memórias compartilhadas. A percepção é de que a viagem teve ritmo adequado e confirmou o valor da curadoria.
Um mercado em transformação
Mel Rolan já atendeu mais de 650 famílias, com NPS de 9,97 em 10. Ela acredita que a personalização tende a crescer, ajudando viajantes a priorizar qualidade das vivências sobre quantidade de atrações.
Para Mel, a novidade é a visão de turismo como conjunto de experiências que fazem sentido para cada grupo. O foco passa a ser histórias, encontros e memórias duradouras.
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