- Crimes digitais contra mulheres quase triplicaram em dois mil e vinte e seis, levando o governo a anunciar medidas de proteção.
- Entre janeiro e maio, foram registradas mais de dezesseis mil denúncias ligadas a violência digital.
- Principais vítimas incluem casos de uso de inteligência artificial para criar conteúdos pornográficos, divulgação de fotos íntimas sem consentimento, perseguição virtual e invasão de contas.
- O Ministério das Mulheres atualizou o protocolo de atendimento do Ligue cento e oitenta, capacitando atendentes para oferecer melhor acolhimento e orientações sobre como agir.
- As mudanças também orientam sobre preservação de provas, consideradas essenciais para a investigação e responsabilização dos autores dos crimes digitais.
O Ministério das Mulheres anunciou medidas para ampliar a proteção às vítimas de crimes digitais, após o registro quase triplicar em 2026. Entre janeiro e maio, foram registradas mais de 16 mil denúncias, segundo o governo. O ambiente virtual já ocupa a quinta posição entre os locais com mais registros de violência nos atendimentos do Ligue 180.
A iniciativa envolve o fortalecimento do atendimento, com capacitação dos atendentes para oferecer acolhimento adequado e orientar as vítimas sobre como agir diante das agressões. Também há foco na preservação de provas, consideradas essenciais para a investigação e responsabilização dos autores.
Medidas adotadas
As ações incluem a atualização do protocolo de atendimento do Ligue 180, visando orientar melhor as vítimas sobre passos a tomar e sobre como registrar provas. A capacitação dos atendentes busca assegurar respostas mais estruturadas e consistentes, reduzindo tempo de resposta e facilitando encaminhamentos.
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